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Evento aberto à comunidade vai discutir Transtorno do Espectro Autista

Especialistas falam, no dia 27 de abril, sobre um diagnóstico que causa angústias e dúvidas entre familiares

 

Por Cássio Bastos

 

O que é Transtorno do Espectro Autista (TEA)? Como perceber os sinais precoces da doença? Quais os mitos e verdades? Como médicos, profissionais de saúde, educação e familiares podem lidar com o distúrbio?

Estas e outras questões farão parte do I Simpósio Regional do Transtorno do Espectro Autista (TEA), no dia 27 de abril (sexta-feira), a partir das 19hs00, no Cine Teatro Anísio Teixeira, em Caetité, promovido pela Anjo Azul – Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Caetité.

A estimativa, segundo especialistas, é de que uma em cada 68 crianças no Brasil tem o Transtorno do Espectro Autista. O diagnóstico, muitas vezes difícil, leva a uma demora nas intervenções e, consequentemente, no tratamento. De acordo com Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), o distúrbio caracteriza-se por déficits persistentes na comunicação e na interação social em múltiplos contextos, incluindo em comportamentos não verbais e em habilidades para desenvolver, manter e compreender relacionamentos. Além destes déficits, o diagnóstico da doença requer a presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta uma a cada 160 pessoas no mundo como portadora do Transtorno do Espectro Autista. De acordo com especialistas, o Transtorno do Espectro do Autista, consiste em um distúrbio de ordem neurológica e tem como características dificuldade de interação social, o não fixar o olhar em uma pessoa, movimentos repetitivos, sensibilidade a determinados sons, atraso na fala e hiperfoco.

Neurologistas reforçam que o convívio com pessoas que estão dentro do Transtorno do Espectro Autista é cada vez mais comum, mas para os pais, que recebem o diagnóstico sempre fica a dúvida se o filho terá uma vida normal, se conseguirá fazer as atividades do dia-a-dia. E a resposta é sim, mas ressaltam que a intervenção precoce e os estímulos para o desenvolvimento da criança portadora devem ser feitos por diversos especialistas – neurologistas, psiquiatras, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, dentre outros – sendo que a terapia comportamental é uma das intervenções com maior comprovação científica.

Ainda segundo especialistas, o Transtorno do Espectro Autista é desenvolvido na primeira infância. com apresentações heterogêneas e graduações com diferentes intensidades e pode estar associado a outros sintomas neurológicos e comportamentais, podendo ser confundido com outros problemas isolados. As crianças podem ter convulsões, distúrbios do sono, ansiedade, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), distúrbios alimentares e de linguagem.

“Nosso objetivo é conscientizar, trazendo informações e experiências, diminuindo o preconceito e aprimorando nossos conhecimentos para que nossos filhos autistas sejam recebidos pela comunidade e se sintam acolhidos”, pontua Mônica Nogueira, uma das organizadoras do evento e uma das fundadoras da Anjo Azul – Associações de Pais e Amigos dos Autistas de Caetité, criada em 2016 e formado por pais de crianças autistas que se reúnem para compartilhar e trocar experiências e práticas sobre seus filhos e promovem atividades e ações para reflexão e discussão sobre o Transtorno do Espectro Autista e como efetivar seu processo de inclusão nos contextos familiar, social e escolar.

Participarão da mesa redonda que vai debater o tema do Simpósio – Autismo: saberes, práticas e inclusão – o Doutor em Educação Especial Woquiton Lima Fernandes; as Psicopedagogas Suely Alves Oliveira e Taneá Freire; a Terapeuta Ocupacional Patrícia Barreto; a Psicóloga Elizama Silva Dias Oliveira; a Pedagoga Daniela Matos Carvalho e a Fonoaudióloga Dieik Marrone Câmara.

Jornal do Sudoeste

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