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Saneamento: tecnologia é aliada de empresas para alcançar metas de universalização

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Plataforma utiliza no DF mapeia distribuição geográfica da população e eventuais problemas na estrutura, o que possibilita economia de recursos

por Agência Brasil 61

A tecnologia surge como um dos principais aliados para alcançar a meta de universalização dos serviços de saneamento até 2033. Um exemplo bem-sucedido dessa iniciativa pode ser encontrado na capital do país. Carlos Eduardo Pires, gerente de geoprocessamento da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), relata como a tecnologia tem contribuído nesse sentido.

“O marco legal estabelece a universalização dos serviços como um dos principais desafios. E isso abrange diversas vertentes. Além do investimento em si, apostamos também na otimização dos processos internos. Se conseguirmos aumentar a produtividade da empresa, utilizando menos recursos, teremos condições de economizar para investir na expansão desses sistemas”, afirma Pires.

A Caesb utiliza a tecnologia ArcGIS, um sistema de informações geográficas que oferece um mapeamento detalhado das redes de saneamento, distribuição geográfica da população e possíveis problemas na infraestrutura. De acordo com Diogo Reis, especialista em saneamento da empresa responsável pela distribuição dessa tecnologia no Brasil, o GIS (Sistema de Informações Geográficas) é parte fundamental da solução para o setor atualmente. Ele explica que a empresa fornece licenças de uso do sistema, levando em consideração o porte da organização interessada em utilizá-lo.

“Além dos benefícios financeiros para as empresas que adotam a tecnologia, há também ganhos significativos em relação ao investimento. Para as empresas menores, existem diferentes modelos de licenciamento disponíveis. Temos diversas formas de licenciar o software de acordo com o perfil de cada organização”, destaca Reis.

O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar as metas de fornecer acesso a água tratada para 99% da população e coleta e tratamento de esgoto para 90% dos brasileiros. Segundo os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, 96 milhões de pessoas vivem em áreas com esgoto a céu aberto, e 36,3 milhões não têm água potável nas torneiras.

Um estudo do Instituto Trata Brasil aponta a necessidade de investimentos anuais de R$ 45 bilhões para alcançar a universalização do saneamento. Esse valor é mais que o dobro do investido atualmente, estimado em cerca de R$ 20 bilhões por ano, de acordo com a pesquisa. O senador Confúcio Moura (MDB-RO), presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, defende uma maior participação da iniciativa privada.

“Com os recursos da União, será impossível atingir esses objetivos de universalização. Portanto, é necessária a participação do capital privado. Seria muito benéfico se o projeto de debêntures de infraestrutura fosse aprovado, para auxiliar no financiamento das empresas interessadas em participar desse grande chamado mundial para investimentos no Brasil, que é extremamente carente, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a situação de esgoto e água é uma das mais desiguais do país”, ressaltou o parlamentar.

Foto de Capa: Freepik

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