Lula promete zerar fome no país até fim do mandato

Presidente participou de encerramento do Festival Aliança Global

Por Rafael Cardoso – Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu neste sábado (16) que, até o fim do mandato, nenhum brasileiro vai passar fome no país. A declaração foi feita no último dia do Festival Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, na região central do Rio de Janeiro.

“Quero dizer para os milhões de habitantes que passam fome no mundo, para as crianças que não sabem se vai ter alimento. Quero dizer que hoje não tem, mas amanhã vai ter. É preciso coragem para mudar essa história perversa”, disse o presidente. “O que falta não é produção de alimentos. O mundo tem tecnologia e genética para produzir alimentos suficientes. Falta responsabilidade para colocar o pobre no orçamento público e garantir comida. Tiramos 24 milhões de pessoas da fome até agora. E em 2026, não teremos nenhum brasileiro passando fome”.

O evento encerrou a programação do G20 Social, que reuniu durante três dias representantes do governo federal, movimentos sociais e instituições não governamentais. Na segunda (18) e terça-feira (19), acontece a Cúpula do G20, com os líderes dos principais países do mundo. A discussão de iniciativas contra a fome e a pobreza são bandeiras da presidência brasileira do G20.

“Quando colocamos fome para discutir no G20, era para transformar em questão politica. Ela é tratada como uma questão social, apenas um número estatístico para período de eleição e depois é esquecida. Quem tem fome é tratado como invisível no país”, disse o presidente. “Fome não é questão da natureza. Não é questão alheia ao ser humano. Ela é tratada como se não existisse. Mas é responsabilidade de todos nós governantes do planeta”.

O encerramento do festival teve a participação dos artistas Ney Matogrosso, Maria Gadú, Alceu Valença, Fafá de Belém, Jaloo Kleber Lucas, Jovem Dionísio, Tássia Reis, Jota.Pê e Lukinhas.

Rio de Janeiro (RJ) 16/11/2024 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no show do Festival Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, no G20 Social, na Praça Mauá, com Gilberto Gil, a primeira-dama Janja e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
 O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no show do Festival Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, no G20 Social, na Praça Mauá, com Gilberto Gil, a primeira-dama Janja e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil

Vacinas contra o sarampo salvam cinco vidas por segundo, destaca OMS

Brasil recebeu certificado de país livre da doença graças à vacinação

Por Paula Laboissière – Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, desde o ano 2000, vacinas contra o sarampo salvem cerca de cinco vidas por segundo. Mesmo assim, dados divulgados esta semana pela entidade apontam que, apenas em 2023, aproximadamente 10,3 milhões de casos da doença foram registrados em todo o planeta – 20% a mais que em 2022.

Em nota, a OMS avalia que a cobertura vacinal inadequada impulsiona o aumento de casos. “O sarampo pode ser evitado com duas doses; no entanto, mais de 22 milhões de crianças perderam a primeira dose em 2023. Globalmente, estima-se que 83% delas receberam a primeira dose no ano passado, enquanto apenas 74% receberam a segunda dose recomendada.”

A vacina que previne o sarampo é a tríplice viral, que está disponível gratuitamente nos postos de saúde do Brasil. A recomendação do Programa Nacional de Imunizações é que vacina seja aplicada em duas doses, aos 12 e aos 15 meses de idade. 

A OMS destaca a necessidade de uma cobertura vacinal de pelo menos 95% de ambas as doses em todos os países e territórios para prevenir surtos e para proteger a população de “um dos vírus humanos mais contagiosos em todo o mundo”. A vacina contra o sarampo, segundo a OMS, já salvou mais vidas ao longo dos últimos 50 anos que qualquer outro imunizante.

O comunicado alerta que, como resultado de lacunas globais na cobertura vacinal, 57 países registaram surtos de sarampo em todas as regiões, exceto nas Américas – um aumento de quase 60% em relação aos 36 países identificados no ano anterior. África, Mediterrâneo Oriental, Europa, Sudeste Asiático e Pacífico Ocidental lideram o aumento substancial de casos, sendo que quase metade de todos os surtos ocorreu no continente africano.

“Dados recentes mostram que cerca de 107,5 mil pessoas – a maioria crianças com menos de 5 anos – morreram por causa do sarampo em 2023. Embora isso represente uma queda de 8% em relação ao ano anterior, são crianças demais ainda morrendo em razão de uma doença evitável”, avaliou a OMS.

“Mesmo quando as pessoas sobrevivem ao sarampo, podem ocorrer efeitos graves para a saúde, alguns dos podem durar por toda a vida toda. Bebês e crianças pequenas correm maior risco de complicações graves, que incluem cegueira, pneumonia e encefalite (infecção que causa inchaço cerebral e, potencialmente, danos cerebrais).”

Brasil livre do sarampo

Cinco anos após perder o certificado de eliminação do sarampo, em 2019, o Brasil recebeu esta semana da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o status de país livre da doença. O último registro de sarampo no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, aconteceu em junho de 2022, no Amapá.

Dados da pasta indicam que, entre 2018 a 2022, foram confirmados 9.329, 21.704, 8.035, 670 e 41 casos de sarampo, respectivamente. Em 2022, os estados que confirmaram casos foram: Rio de Janeiro, Pará, São Paulo e Amapá, sendo que o último caso confirmado foi registrado no Amapá, com data de início do exantema (erupções cutâneas) em 5 de junho.

Em 2024, o Brasil chegou a registrar dois casos confirmados, mas importados, sendo um em janeiro, no Rio Grande do Sul, proveniente do Paquistão; e um em agosto, em Minas Gerais, proveniente da Inglaterra.

O ministério define o sarampo como uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente crianças e pode causar complicações graves, como diarreias intensas, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). “A maneira mais efetiva de evitar o sarampo é por meio da vacinação”, ressaltou a pasta.

Foto: © José Cruz/Agência Brasil

Cinco hábitos que provocam desperdício de energia em casa

Pequenas mudanças na rotina podem ajudar a economizar na conta de luz em qualquer época do ano

Por Central Press

Deixar a luz acesa “só enquanto vou ali”, manter a TV ligada na tomada mesmo quando não está em uso, lavar roupas com a máquina pela metade. Pequenos hábitos diários que parecem inofensivos podem estar, na verdade, aumentando exponencialmente a conta de luz no final do mês. Nesse cenário, algumas dicas vindas de um especialista são valiosas para quem quer economizar energia – e dinheiro.

De acordo com o engenheiro eletricista e professor do mestrado e doutorado em Gestão Ambiental da Universidade Positivo (UP), Alysson Diógenes, “considerando que hoje a maioria das pessoas possui lâmpadas de LED ou fluorescentes em casa, os maiores vilões são os banhos longos e a geladeira com portas mal vedadas ou que são esquecidas abertas. Ar-condicionado e aquecedor também podem ser grandes fontes de gastos e devem ser usados com moderação”. O especialista aponta cinco erros comuns que levam a conta de luz às alturas.

Geladeira

Não deixar a porta da geladeira aberta já é lugar comum quando o assunto é economizar energia elétrica. No entanto, é preciso mais que esse cuidado se a ideia for cortar gastos. A borracha de vedação da porta desse eletrodoméstico pode ser uma grande vilã, se não estiver em perfeitas condições. “A geladeira é feita para impedir que o calor do ambiente entre. Quando a vedação está ruim, o calor entra. Assim, a temperatura interna aumenta e o sensor de temperatura ativa a máquina que resfria a geladeira mais vezes do que seria normal. Isso aumenta bastante o consumo de energia elétrica”, afirma.

Chuveiro

Banhos longos demais ou com a temperatura muito alta quando não está tão frio são grandes gastadores de energia elétrica. “O chuveiro elétrico é um equipamento que consome muita energia para funcionar. Então, é sempre válido ajustar a temperatura e evitar ficar tempo demais no banho”, recomenda o especialista.

Secadora

Aproveite a luz natural para evitar gastos desnecessários. Em dias ensolarados e/ou quentes, procure não usar aparelhos como a secadora de roupa, já que o sol pode secar as roupas gratuitamente. Quando o uso da secadora for indispensável, procure fazer isso apenas quando ela estiver cheia, otimizando o ciclo do equipamento.

Lavadora de roupas

Lavar as roupas da forma correta economiza não apenas energia elétrica, mas também água, que é um recurso natural cada vez mais escasso. Procure juntar a maior quantidade possível de roupas antes de colocá-las na máquina de lavar. Dessa forma, você otimiza o gasto energético e de água sem nenhum tipo de prejuízo para a rotina da casa. As mesmas dicas valem para a máquina lava-louças.

Carregador de celular e outros aparelhos

Uma constante na vida moderna é colocar aparelhos para carregar. Mas manter esses aparelhos conectados ao carregador mesmo depois que a carga já está completa pode ser outra forma de desperdiçar energia. Embora os aparelhos mais modernos não carreguem após estarem com sua carga completa, os mais antigos podem seguir consumindo energia mesmo quando o “100%” de bateria for atingido. Então, se tiver aparelhos mais velhinhos em casa, vale ficar de olho para não gastar mais energia que o necessário. Além disso, essa prática também pode diminuir o tempo de vida da bateria e prejudicar o funcionamento dos aparelhos.

Foto: Freepik

Brasileiros acham que economia pode ser devastada por eventos do clima

Opinião é de 91% da população, mostra pesquisa

Por Bruno Bocchini – Agência Brasil

Pesquisa do Instituto Climainfo mostra que 91% dos brasileiros acreditam que os impactos sobre a economia brasileira serão devastadores se os eventos climáticos piorarem. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (14), ouviu 2 mil pessoas.

A pesquisa mostra ainda que 79% dos entrevistados querem que o Brasil lidere a transição energética no mundo. Para 64%, o Brasil deveria focar seus esforços de desenvolvimento econômico na direção de eliminar a produção e o consumo de combustíveis fósseis. Um percentual maior – 73% – acredita que parar a mudança do clima deveria ser prioridade governamental. A quase totalidade das pessoas ouvidas (97%) apoia o fim do desmatamento até 2030.

Segundo o levantamento, 81% dos entrevistados acreditam, incorretamente, que o desmatamento é a principal causa da mudança do clima global; 72% acham que as empresas que produzem combustíveis fósseis, como petróleo ou gás, podem ser responsabilizadas pelos extremos climáticos; e 71% acreditam que é possível parar de queimar combustíveis fósseis até 2050. 

“Inúmeras pesquisas de opinião já mostravam que o brasileiro reconhece que o clima está mudando pela ação humana. O que surpreende nesta sondagem é o alto percentual de entrevistados que reconhecem que a principal causa das alterações climáticas é a queima dos combustíveis fósseis e o entendimento de que a transição energética pode ser uma oportunidade econômica para o Brasil”, destacou o diretor do Instituto ClimaInfo, Delcio Rodrigues.

A coleta de dados foi realizada na Plataforma Pollfish em 15 de julho de 2024, em formato online, e contou com a participação de aproximadamente 2 mil pessoas. A margem de erro da pesquisa é de 2%.

Foto: © SEMIL/Divulgação

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