POR REDAÇÃO JS (redacao@jornaldosudoeste.com)
O julgamento que poderá definir o futuro político do vereador Diogo Gomes de Azevedo Feitosa (PSDB), de Vitória da Conquista, foi adiado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. O Processo, que estava previsto para ser apreciado na última segunda-feira (3), não entrou na pauta de julgamento e deverá ser analisado diretamente pelo plenário da Corte em data ainda a ser definida.
A Ação, proposta pelo primeiro suplente do União Brasil, Alisson Roberto – Alisson da Educação – Seles Sá, pede a perda do mandato do parlamentar sob a alegação de infidelidade partidária. Segundo a Ação, Diogo Azevedo deixou o União Brasil para ingressar no PSDB fora do período da janela partidária, o que, na avaliação do autor, configuraria mudança irregular de legenda.
O Processo teve desdobramentos importantes ao longo de sua tramitação. Em um primeiro momento, uma decisão liminar do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a suspensão do mandato do vereador. Posteriormente, outra decisão judicial autorizou o retorno de Diogo Azevedo ao cargo, permitindo que ele permanecesse no exercício do mandato até o julgamento definitivo da Ação.
Com o adiamento, a definição sobre a permanência ou não do vereador na Câmara Municipal de Vitória da Conquista ficará para uma nova sessão do Tribunal Regional Eleitoral. Caberá ao plenário da Corte analisar o mérito do Processo e decidir, de forma colegiada, se houve infidelidade partidária capaz de justificar a perda do mandato.
Eleito nas eleições municipais de 2024 com 6.017 votos, Diogo Azevedo tornou-se o vereador mais votado da história de Vitória da Conquista.
Enquanto não houver decisão definitiva do TRE-BA, o parlamentar continuará exercendo normalmente o mandato na Câmara Municipal.
Além da atuação no Legislativo municipal, Diogo Azevedo é pré-candidato a deputado federal pelo PSDB e pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
Foto: Ascom/CMVC



