Unidade instalada na comunidade de Lagoa do Canto permite o processamento da mandioca e a produção de derivados, ampliando as possibilidades de agregação de valor e comercialização
POR GABRIELA OLIVEIRA (jornalismojornaldosudoeste.com)
Uma agroindústria familiar de processamento de mandioca entrou em operação no último dia 20, na comunidade de Lagoa do Canto, no município de Belo Campo. Administrada pela Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Lagoa do Canto, a Unidade é destinada ao beneficiamento da mandioca, à produção de fécula e de outros derivados, e atende mais de 120 famílias de agricultores e agricultoras familiares.
A estrutura reúne equipamentos para o processamento da raiz e uma cozinha comunitária voltada à produção de alimentos derivados da mandioca. Entre os produtos fabricados estão farinha, polvilho, xiringa, chimango, bolos e biscoitos.
Parte da produção já é destinada à alimentação escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), além de ser comercializada em outros mercados.
De acordo com a secretária de Estado de Desenvolvimento Rural da Bahia, Elisabete de Oliveira Costa Santos, a implantação da agroindústria amplia a capacidade de beneficiamento da mandioca produzida pelas famílias da comunidade e cria condições para diversificar a produção e agregar valor à matéria-prima.
Segundo ela, a estrutura também contribui para organizar a produção e ampliar as possibilidades de comercialização dos produtos da agricultura familiar na região.
Para o presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Lagoa do Canto, João Pereira Neto, a agroindústria representa uma alternativa para que os agricultores possam beneficiar a própria produção e reduzir os custos relacionados ao transporte da matéria-prima.
Segundo João Pereira Neto, antes da entrada em funcionamento da Unidade, parte dos produtores precisava vender a mandioca in natura por valores mais baixos ou buscar compradores em localidades mais distantes.
“Com a agroindústria, temos a possibilidade de gerar emprego e renda e melhorar o escoamento da matéria-prima. Muitas vezes, o produtor precisava vender a mandioca por um preço mais baixo ou buscar compradores em locais mais distantes, o que aumentava os custos com transporte. Agora, a produção pode ser beneficiada aqui mesmo, reduzindo esses custos e atendendo também comunidades vizinhas”, afirmou.
Além de possibilitar o processamento da mandioca na própria comunidade, a Unidade amplia o leque de produtos que podem ser produzidos a partir da raiz e comercializados pelos agricultores. A iniciativa também cria condições para que a produção familiar participe de mercados institucionais, como o Pnae, e de outros canais de comercialização.
* COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO E AÇÃO REGIONAL – CAR/SDR
Marta Medeiros – ASCOM/SDR




