A história de José e a ascenção ao poder no Egito

José filho do patriarca Jacó e de Raquel, nasceu em Padã-Arã, filho dileto de seu pai que gostava mais dele do que qualquer outro filho, por ter nascido na sua velhice e Raquel era tida como infértil. Raquel engravidou pelos poderes de Deus e disse: “Deus tirou de mim a minha humilhação”. Raquel foi mãe de José e Benjamin. Raquel morreu de parto, morrendo deu o nome ao nascituro de Benoni que significa filho da minha aflição e que o pai denominou de Benjamim que significa filho da mão direita.  Foi sepultada no caminho de Efrata que é perto de Belém.

A família de Jacó era contaminada pela inveja e pelo ciúme.   A família de Jacó estava dividida. Os filhos de Lia são: Ruben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom que herdaram o sentimento da mãe, além da sua filha Diná.  Por não ter mais filhos deu a Jacó a serva Zilpa como sua mulher e teve o filho que se chamou Gade e o segundo foi nominado de Aser. (Veja a complementação em Gn 30.14-22). Lia foi sepultada em Macpela onde foi sepultado Abraão, Sara e Isaque, Rebeca e Jacó.

 Raquel enciumada por não poder ter filhos disse a Jacó: “Dê-me filhos ou morrerei”. Ou então se deite com a minha serva Bila para que tenha filhos em meu lugar e por meio dela formar uma família.  Bila engravidou e o primeiro filho foi denominado de Dã, o segundo filho foi denominado de Naftali. Dizem que Ruben deitou-se com Bila, concubina de seu pai e Israel ficou sabendo.

Jacó esposou as duas irmãs, Lia e Raquel, filhas de Labão, que enganou Jacó ao trocar a pretendida, apresentando Lia a mais velha no lugar de Raquel a mais nova, a sua preferida, por quem trabalhou sete anos para labão para se casar.  Ao todo Jacó teve doze filhos. Deus mudou o nome de Jacó para Israel que significa – ele luta com Deus.

Certa vez José, com dezessete anos, pastoreava os rebanhos com os irmãos, filhos de Bila e Zilpa, esposas de seu pai, relatou que teve um sonho, ao contar o conteúdo (Gn 37.6-8) a seus irmãos, foi odiado ainda mais. Em outro sonho (Gn 37.9) contou para os irmãos e ao pai e foi repreendido por este. (Gn 37.9-11).

Jacó ordenou a José, vá ver se tudo está tudo correndo bem com seus irmãos e com os rebanhos e traga-me notícias. Encontrou-os perto de Dotã e os irmãos planejaram mata-lo (Gn 37. 19,20) jogando o num poço. Ruben interviu: “Não lhe tiremos a vida”. Tinha o propósito de resgatá-lo e levar ao pai. Judá disse: “Que ganharemos se matarmos nosso irmão e escondermos o sangue”.  Então concordaram em vendê-lo aos mercadores ismaelitas.  Tiraram José do poço e venderam-no por vinte moedas de prata e José fora levado para o Egito e vendido a Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda.

 O patrão agradou-se tanto de José que confiou o cuidado da sua casa e a administração de seus bens.  José era atraente e de boa aparência. A mulher de Potifar o assediou, se insinuando, o convidou: “Venha, deite-se comigo”. Ele não se deixou tentar e cair na tentação.  Foi fiel ao resistir aos desejos sexuais de mulher de Potifar.

A mulher por vingança contou ao marido as investidas do escravo José de maneira mentirosa. Potifar Indignou-se e o lançou na prisão onde ficavam os prisioneiros do rei. Ele não acreditou piamente na história da mulher, ficou na dúvida, pois tinha muita confiança no seu escravo e achava que não era capaz de semelhante desonra. O carcereiro encarregou José de todos que estavam na prisão, tornando-o responsável por tudo que lá acontecia. O carcereiro não opinava nem dava ordens, pois José cuidava bem de tudo que acontecia com bastante êxito.

José pertencia a uma cultura monoteísta e foi introduzido em uma cultura politeísta, dentre eles era o único que adorava o Deus verdadeiro, vivia isolado na sua fé. Para tomar decisões importantes recorria ao faraó que era considerado um deus pelo povo egípcio.

O faraó (Apopi I) mandou chamar José que estava no calabouço e disse-lhe: tive dois sonhos que ninguém conseguiu interpretar, contou-lhe os sonhos (Gn 41. 25-32) e (Gn 41.17-21).  Ouvi falar que você e capaz de interpretar qualquer sonho.   Com a interpretação dos sonhos que satisfez a curiosidade do faraó, o orientou para as devidas providências, contratando um sábio administrador para evitar a calamidade da fome. O plano sábio do planejamento de José foi aprovado pelos conselheiros. Então o faraó enfatizou: não há ninguém mais criterioso e sábio como você, portanto, será o comandante do meu palácio e todo o povo obedecerá as suas ordens.  Somente com relação ao Trono serei maior que você. José com a aprovação do faraó foi Governador do Egito, (ver Gn 41-43).

José tinha trinta anos de idade quando começou a servir ao faraó, rei do Egito. Teve o nome mudado pelo faraó para Zafanete-Paneia que significa Salvador do mundo.  Casou-se com uma egípcia de nome Azanete, filha de Potifera, com quem teve dois filhos Manassés e Efraim.  Conciliou o problema religioso entre ele, a mulher egípcia e o sogro que era sacerdote do deus-sol.

Como segundo homem no comando do Egito abaixo apenas do faraó, ele tomou certas atitudes que o ajudaram: manteve a sua integridade respeitando a todos, especialmente a Deus; manteve a disciplina e a autoridade; fiel à responsabilidade de seu cargo; usou o seu poder e influência com moderação e compaixão, não perseguiu ninguém que lhe fizera mal; Proporcionou harmonia e conciliação; manteve o seu plano de recuperação da economia do Egito entre outras ações.

Os irmãos de José, fugindo da seca, foram ao Egito para aquisição de trigo, curvaram-se em reverência a ele, foram reconhecidos, mas José agiu como se não os conhecessem.  – De onde vocês vêm? – Da terra de Canaã para comprar comida. Depois de abastecidos, já de volta ocorreu o episódio da Taça de José que estava na bagagem de Benjamim. (veja GN 44. 1-33).

Sem a presença de mais ninguém, José revelou a seus irmãos: Eu sou José aquele que vocês venderam ao Egito. Meu pai ainda está vivo? A notícia chegou ao palácio e o faraó e seus conselheiros se alegraram.

Por determinação de José e aprovação do faraó, Jacó mudou-se para o Egito e se estabeleceu em Gósen, com todos os seus pertences e a família: filhos e filhas, netos etc. José emocionou-se ao ver o pai, abraçou-o e chorou. Disse-lhe Israel (Jacó); “Agora já posso morrer, pois vi o seu rosto e sei que você está vivo”.

 Os Irmãos de José em sua segunda jornada de volta ao Egito foram obrigados a comer separados dos egípcios, pois para estes, comer junto com os hebreus era sacrilégio. Serviram a ele (José) em separado dos seus irmãos e também dos egípcios que comiam com ele.

Com Jacó à beira da morte solicitou juramento ao filho José: “sepulte-me no túmulo que preparei para mim na terra de Canaã”.  Ao comunicar a morte do pai ao faraó, este respondeu: “Vá faça o sepultamento de seu pai como este o fez jurar”. Com a presença de todos conselheiros e autoridades do Egito, familiares do falecido, Carruagens e cavaleiros, o sepultamento foi realizado. José voltou ao Egito com seus irmãos e com todos os demais que o tinham acompanhado.

José permaneceu no Egito, com toda a família de seu pai. Viveu cento e dez anos. Depois de embalsamado foi colocado num sarcófago no Egito. Seus ossos foram levados do Egito pelos filhos de Israel (Jacó) e enterrados em Siquém.

 

Postagem de Antonio Novais Torres
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Brumado, em 06/01/2021.

 

Antônio Novais Torres

Antônio Novais Torres

Antônio Novais Torres é comerciante aposentado, membro fundador da Academia de Letras e Artes de Brumado, membro do Conselho da Cidadania de Brumado, ex-membro do PMDB e PTB e membro do Conselho Editorial do Jornal do Sudoeste.
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1 comentário

  1. Aldenora bezerra da costa souza em 28 de abril de 2021 às 10:15

    É muito importante essa históária de José pois, demonstra muito amor e perdão da parte dele p com os irmãos q morriam de inveja do mesmo. E o Grande Amor de Deus pela Vida de José😘

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