Agropecuária teve crescimento forte na Bahia em 2020 e 2021, estima Santander

Segundo estudo com projeções do banco, PIB baiano terá expansão de 0,4% em 2022

 

Por: Santander

 

O setor agropecuário tem mostrado maior dinamismo na Bahia nos últimos anos, tanto em relação ao desempenho da média da região Nordeste quanto do País. Segundo estudo especial do Santander sobre economia regional, o PIB agro baiano cresceu 10% em 2020, subiu 2% em 2021 e terá nova alta este ano, de 1,4%.

Na média dos nove estados que compõem a região Nordeste, o Santander estima que a atividade agropecuária terá aumento de 1,7% em 2022, mas diminuiu 0,9% no ano passado, após ter mostrado expansão de 6,2% em 2020. Já dentro do PIB nacional, o setor agro avançou 3,8% em 2020, caiu 0,2% em 2021 e deve recuar novamente este ano (-0,3%).

Realizado anualmente, o levantamento apresenta projeções do banco por estados, setores e regiões do País para o horizonte de 2020 a 2023. Os últimos dados oficiais do IBGE para as economias estaduais são de 2019, e mostram que a Bahia é o estado de maior peso na economia nordestina, com participação de 28% no PIB da região.

O comportamento favorável do segmento agropecuário não deve ser suficiente para evitar desaceleração na economia baiana este ano, pondera Gabriel Couto, economista do Santander e autor do estudo. Pelos seus cálculos, o PIB da Bahia vai crescer 0,4% em 2022, depois de aumento de 1,2% em 2021.

“A política monetária mais restritiva e problemas nas cadeias produtivas globais devem impactar o setor industrial no Nordeste e na Bahia em 2022, assim como nas demais regiões”, explica Couto. Nas estimativas do Santander, o PIB industrial terá alta de 0,3% este ano na Bahia. No ano passado, em razão do fechamento de plantas da indústria automotiva, o setor deve ter registrado queda de 5,2%.

Por fim, para os serviços, o Santander trabalha com incremento de 0,2% no PIB da Bahia este ano, seguido de avanço de 2,5% em 2021. O setor terciário tem peso de 71,3% na economia do estado, ante participação de 21,8% da indústria, e de 6,8% da agropecuária.

 

 

Foto de capa: Arquivo pessoal

Jornal do Sudoeste

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