Aluna com deficiência rompe barreiras e se destaca na UniFG

No mês em que se é comemorado o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, Larice Pereira chama a atenção para a importância da inclusão e pluralidade dentro do ensino superior

Por: Gisele Almeida

Ingressar na faculdade é um momento de alegria e realização para centenas de alunos que iniciam seus estudos todos os anos nos cursos de graduação do Centro Universitário UniFG. Após uma jornada de muita dedicação durante a formação acadêmica, a história culmina na conquista do diploma e na satisfação e certeza de dever cumprido.

Mas além das conquistas no curso, alguns estudantes dão o exemplo de que a superação pode ir além dos próprios limites físicos. São alunos que convivem com diferentes tipos de deficiências e, destacando-se nos estudos e no mercado de trabalho depois de formados, demonstram a importância de investir e tornar o ambiente acadêmico um espaço cada vez mais plural e inclusivo. 

Uma das muitas histórias como essa, dentro da UniFG, é a de Larice dos Santos Pereira. A jovem estudante de Enfermagem de 25 anos, que possui uma deficiência congênita que resultou na amputação bilateral das pernas, se apaixonou pela área após ter recebido um tratamento humanizado de uma equipe de Enfermagem quando fez as cirurgias de amputação, em 2010. Segundo ela, sentiu na pele a importância do trabalho desses profissionais.

A escolha pela UniFG para fazer sua faculdade, conforme explica a estudante que já está na reta final do curso, se deu porque foi a Instituição da região que se mostrou mais preparada para oferecer o acolhimento, apoio e acessibilidade que tem direito.

Larice explica que o apoio da UniFG, colaboradores, professores e colegas de curso foi primordial para sua adaptação no início da graduação. “Recebi os apoios que precisava e foi ficando tudo mais fácil. Fui me aperfeiçoando como pessoa e como estudante”, disse. 

A aluna de Enfermagem destaca, ainda, que a formação superior carrega o significado de vitória na sua vida. Ela também defende a importância de uma educação inclusiva, que oportunize as pessoas com deficiência ocuparem todos os espaços que lhes são de direito; sem que sejam considerados incapazes em comparação com um referencial definido como perfeito. 

“Não somos apenas pessoas com deficiência, mas, sim, pessoas com deficiência que se esforçam para superar os obstáculos e recebem o retorno desses esforços, mostrando que o nosso passo pode até ser de tartaruga, mas no final podemos chegar na linha de chegada antes da lebre”, finalizou Larice Pereira.

 

 

 

Foto de Capa: Divulgação

Jornal do Sudoeste

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