ANA aponta ações e investimentos para garantir abastecimento de água na Bahia até 2035

Atlas Águas indica caminhos para o Brasil ter segurança hídrica no abastecimento de suas cidades. Para tanto, serão necessários investimentos no total de R$ 110 bilhões. No caso da Bahia, são previstos R$ 7,42 bilhões em investimentos

Por: Agência Nacional de Aguas e Saneamento Básico 

 

Indicar os investimentos necessários para o abastecimento urbano de água em todas as 5.570 sedes municipais do Brasil – do manancial até as torneiras – de modo que elas possam se planejar para atingir uma maior segurança hídrica. Com esse objetivo, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico lança o Atlas Águas – Segurança Hídrica do Abastecimento Urbano nesta segunda-feira, 18 de outubro, às 12h30, em Curitiba (PR), durante o 31º Congresso da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES). Os dados por município podem ser consultados em: http://atlas.ana.gov.br.

Para a Bahia, o Atlas Águas indica que são necessários R$ 7,42 bilhões em investimentos até 2035 para universalizar o abastecimento de água no estado. Tal montante representa 18,2% de todo o investimento necessário para o Nordeste, sendo R$ 5,45 bilhões em produção de água (73,45%) e R$ 1,97 bilhão em distribuição de água (26,55%). Acesse a lista de ações e investimentos detalhados na publicação.

Além disso, o levantamento da ANA traça um diagnóstico do abastecimento na Bahia, considerando o tipo de empresa que realiza o serviço, tipos de mananciais utilizados, tipos de sistemas e a população coberta pelo abastecimento urbano de água.

Em termos de vulnerabilidade dos mananciais utilizados para o abastecimento das cidades baianas, a situação é a seguinte por sedes urbanas ou por população.

Acesse aqui o resumo da situação por estado.

Situação nacional

O Atlas Águas indica que é necessário um investimento total de R$ 110 bilhões até o horizonte de 2035 em infraestrutura de produção e distribuição de água, reposição de ativos dessas infraestruturas, controle de perdas do recurso e medidas voltadas à gestão para melhorar a segurança hídrica das cidades brasileiras. Desse montante, o Sudeste e o Nordeste demandam 76% dos investimentos por terem os maiores contingentes populacionais e, portanto, as maiores demandas pelo recurso.

Em sua segunda edição, o Atlas Águas apresenta um novo índice de segurança hídrica para todos os municípios do Brasil, levando em consideração tanto o Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH) quanto as recentes crises hídricas ocorridas em diferentes regiões do País. Nesse sentido, o levantamento aponta que 77,3 milhões de brasileiros (36% da população urbana) vivem em 1.975 cidades com abastecimento de água classificado com segurança hídrica média; 50,8 milhões em 785 cidades com segurança hídrica baixa ou mínima; 50,2 milhões em 2.143 sedes urbanas com alta segurança hídrica; e 7 milhões em 667 cidades com segurança hídrica máxima.

Para o Atlas chegar a esses números, foi necessária a análise de 4.063 pontos de captações de águas superficiais e 14.189 captações subterrâneas. Essa avaliação da segurança hídrica das sedes municipais também considerou a vulnerabilidade dos mananciais, a capacidade dos sistemas produtores de água, o desempenho dos sistemas de distribuição com base na cobertura da rede e no gerenciamento de perdas de água. Além disso, a base de dados do levantamento envolveu o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), prestadores de serviços de saneamento e instituições públicas e privadas de todo o País.

Já em termos de vulnerabilidade dos mananciais, 56% das cidades possuem mananciais não vulneráveis no aspecto de segurança hídrica, eventos críticos (como secas e enchentes), mudanças climáticas e resiliência – totalizando uma população de 105,6 milhões de pessoas. Nas demais 44% das cidades, há mananciais com vulnerabilidade, sendo que as fontes d’água com alta vulnerabilidade atendem a 5,8 milhões de habitantes. Em 39% das cidades, há sistemas produtores de água satisfatórios, em 42% são necessárias ampliações das unidades e em 19% há necessidade de adequações nos sistemas.

Com relação às perdas de água no abastecimento, o Atlas indica que 22% das cidades brasileiras utilizam os recursos hídricos de modo ineficiente (Classe D), 13% necessitam reduzir vazamentos (Classe C), 19% têm potencial para melhorias significativas no tema (Classe B) e 46% precisam realizar avaliações para confirmar a efetividade das melhorias nos índices de perdas (Classe A2). Nenhum município brasileiro está na Classe A1, a mais eficiente segundo a classificação internacional. Sobre os índices de cobertura do abastecimento, 3.574 cidades têm índices superiores a 97%; 725 possuem cobertura entre 90% e 97%; 732 sedes urbanas registram um patamar de 70% a 90%; enquanto 539 apresentam índice inferior a 70%.

Os dados da publicação poderão ser acessados via hotsite do Atlas Águas e por meio de aplicativo de celular Água e Esgotos, que é gratuito e está disponível na Google Play Store (para dispositivos Android) e na App Store (iOS). Com isso, órgãos governamentais, prestadores de serviços de abastecimento e a sociedade em geral poderão acessar as informações nacionais, regionais, estaduais ou municipais sobre o tema.

Jornal do Sudoeste

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