Bolsas de produtividade incentivam pesquisas de ponta na Uesb

Por Ascom/ Uesb

 

Democratrizar os saberes e, principalmente, promover resultados que melhorem a qualidade de vida da sociedade. É assim que funcionam os estudos científicos produzidos nas universidades públicas. Com o desenvolvimento de pesquisas, essas instituições de ensino contribuem para a ciência e potencializam os avanços socioeconômicos. Dentro dessa realidade, a Uesb é um agente de transformação social da região em que está inserida, por meio de seus pesquisadores.

Entre os pesquisadores que contribuem nessa realidade, está a professora Patrícia Barreto-Garcia, do Departamento de Engenharia Agrícola e Solos (Deas). Além de docente do curso de graduação em Engenharia Florestal e dos Programas de Pós-Graduação em Agronomia e Ciências Florestais, ela é pesquisadora na área de Estudo dos solos. Em dezembro de 2020, a professora conquistou a bolsa de produtividade em pesquisa (PQ) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão responsável por regulamentar as pesquisas no Brasil.

Hoje, a Uesb conta com 14 professores que possuem a bolsa de produtividade. Além de exercer a docência, esses profissionais estão diretamente ligados a projetos de pesquisa de ponta, que produzem conhecimento e impactam o dia a dia da sociedade.

O que são bolsas de produtividade? – Classificadas em dois níveis com seis subcategorias, as bolsas de produtividade são destinadas a um seleto grupo de pesquisadores que se destacam pela qualidade, avanço e inovação. O CNPq, órgão de fomento à pesquisa, exige uma série de requisitos técnicos para requerimento da bolsa. Para ser contemplado, é preciso obter aprovação da banca avaliadora, que analisa a qualidade do pesquisador entre seus pares, levando em consideração o rigor científico.

“A bolsa PQ é algo que desejo desde o começo da minha carreira docente”, conta Barreto-Garcia. “A conquista da bolsa produtividade é um estímulo para a continuidade das pesquisas e publicações, com excelência na geração e difusão de conhecimentos. Vejo como um importante reconhecimento dentro da área científica”, complementa a pesquisadora.

Outro fator importante é o ganho que esse tipo de bolsa traz para o quadro de cursos das instituições. “Essa bolsa fornece elementos fundamentais para o reconhecimento de cursos de graduação e, em nível de pós-graduação, contribui para melhoria da qualidade dos cursos, uma vez que pontua nos critérios de avaliação da Capes, além de aumentar a possibilidade de atração de recursos”, explica Barreto-Garcia.

Pesquisas de destaque – Atualmente, os estudos desenvolvidos pela professora estão relacionados ao manejo florestal da Caatinga e seus efeitos na vegetação e na sustentabilidade do solo, temática que já englobou cerca de 15 dissertações de mestrado. Em outra linha, a pesquisadora conta com uma equipe de 16 pessoas que estuda o potencial de sequestro de carbono de sistemas produtivos de café, envolvendo diversos estudos de Iniciação Científica, mestrado e doutorado.

Há cerca de 10 anos, a pesquisadora lidera o Grupo de Pesquisa dos Solos e Biomassa Florestal. Denominado de “Forest Soils”, ele é composto por alunos da graduação e pós-graduação e tem como objetivo avançar nos estudos sobre o solo como um sistema complexo, responsivo e fundamental, incentivando os participantes a disseminarem os conhecimentos apreendidos.

Impacto das pesquisas – Membro do do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência de Alimentos e do Departamento de Tecnologia Rural e Animal (DTRA), no campus de Itapetinga, o professor Rafael Ilhéu Fontan, também possui a bolsa produtividade do CNPq. Desde 2019, o docente foi qualificado para obter a classificação de pesquisador de produtividade, nível 2.

Em seus estudos, Fontan busca desenvolver novas matrizes cromatográficas para a purificação de proteínas e enzimas. A proposta é a de nacionalizar as técnicas de produção, modificar as matrizes cromatográficas e obter proteínas e enzimas com alto grau de pureza. Esses biocompostos pesquisados possuem aplicações nas indústrias alimentícias, farmacêuticas, de cosméticos, de limpeza, de tratamento de efluentes, entre outras. De acordo com o professor, o estudo impacta na sociedade aumentando a possibilidade de produção de biocompostos no país e, consequetemente, barateando o custo de muitos deles. “Hoje esse tipo de material é, quase exclusivamente, produzido no exterior, com custo maior de produção”, comenta.

A concessão da bolsa, além de elevar o status da pesquisa, traz ganhos para o pesquisador, para a comunidade acadêmica e para a sociedade de forma geral, demostrando que a Universidade está avançando na ciência. “A existência de bolsistas PQ no quadro de docentes da Uesb mostra que existe excelência nas pesquisas naquelas áreas do conhecimento e que, também, existe um grupo de dedicados e corajosos pesquisadores”, destaca Fontan.

A lista completa de professores da Uesb que possuem bolsa de produtividade em suas respectivas áreas de estudo pode ser consultada aqui. Para mais informações, entre em contato com a Gerência de Pesquisa e Inovação, pelo e-mail: [email protected]edu.br.

 

 

Foto de Capa: Divulgação.

 

Jornal do Sudoeste

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