BRINCANDO

Faze de conta

Que me amas

E que na chama da paixão estás.

Faze um conto

De fadas a vida

E pelas glórias

Das guerras antigas

Despe a cota de malha,

Aposenta o mosquete.

Em tempo de paz

A guerrilha eu faço.

Não me rendo

Nem me escondo

Por temor ao abraço,

Ao laço, ao lenço

Do salteador.

Se as flechas são envenenadas,

Meu escudo –

Couraça blindada –

Protege-me corpo e alma.

Guerra fria também acontece

E eu espero

O final da prece

Para escolher o caminho –

Quem sabe um atalho? –

Pois o som do chocalho

Anuncia quem

Vem chegando.

Saindo devagarzinho,

Passinho bem miudinho,

Escondo do mundo

O que penso.

Pois é. Sua verdade

Pode não ser legal.

Sua verdade pode ser um atentado então, fica calado.

Melhor assim.

Júlio César Cardoso

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado. Balneário Camboriú-Santa Catarina.
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