Câmara debate papel da mulher na política em audiência pública

Por Câmara Vitória da Conquista

 

A Câmara Municipal de Vitória da Conquista promoveu nesta quinta-feira, 12, uma audiência pública com o tema “O papel da mulher na política”. A proposta da discussão foi feita pela mesa diretora do Legislativo e apoiada por todos os parlamentares.

O tema proposto faz parte da Campanha Faça a Diferença, que objetiva conscientizar os jovens sobre a cidadania democrática, a importância do voto e a participação dos mesmos na vida política, principalmente a mulher.

Consciência política desde a adolescência – A adolescente Isabella Brito Carvalho, de 13 anos, falou em nome do CRAS IV, do bairro Jardim Valéria e do NUCA. Isabella falou um pouco sobre a história da representatividade feminina na política brasileira e afirmou que primeiramente há uma necessidade de conscientização que o ser humano é um ser político. A jovem também incentivou para que os pais eduquem as crianças para que elas aprendam a ter opinião, a se posicionar e a se impor.

Mulheres precisam ter participação mais efetiva – Representante da equipe do Núcleo de Cidadania da Criança e do Adolescente, Pedro Pithon, ressaltou a necessidade de uma participação mais efetiva das mulheres na política. “A participação da mulher precisa ser mais efetiva”, disse ele. Ele lamentou que a maioria dos eleitores ainda não esteja consciente da importância da representatividade de gênero na política. “83% dos brasileiros dizem que a escolha de homem e mulher não interfere na hora de escolher o seu representante, na hora do voto”, apontou ele.

As mulheres precisam ocupar os espaços de poder – A coordenadora de políticas públicas de mulheres, Daiana Eveline, falou sobre a necessidade de expandir o debate sobre a participação da mulher na política nacional e ressaltou o baixo número de parlamentares do sexo feminino na Câmara dos Deputados e no Senado. Daiana também falou da necessidade de as mulheres se afirmarem mais como interessadas em sua própria participação na política nacional, estadual e local.

É preciso agir politicamente – A coordenadora da Rede de Atenção da Criança e do Adolescente, Camila Fischer, destacou que é preciso compreender que todo comportamento humano é político. “Tudo o que a gente faz hoje é um ato político. A gente tem que agir politicamente, sair do passivo, do comodismo”, apontou ela. Fischer também esclareceu que a participação da mulher na política brasileira ainda é uma das menores do mundo. “O Brasil é um dos piores países em termos de representatividade feminina”, disse ela, apontando ainda que é o terceiro pior país na América Latina nesse quesito.

“As consequências da sub-representação das mulheres na política é a não idealização, construção e execução de políticas públicas que considerem essa questão de ser mulher”, disse ela, ressaltando a necessidade de as mulheres participarem ativamente das discussões. “É importante que as mulheres sempre ocupem esses espaços e construam políticas públicas para as mulheres”, finalizou

Os questionamentos abrem portas – A secretária de Governo da Prefeitura de Vitória da Conquista, Geanne Oliveira, disse que se sente muito honrada em ser a primeira mulher a chegar em um cargo de gestão na cidade e relatou que quando era pequena, os seus questionamentos fizeram com que ela crescesse na vida. Geanne também ressaltou que fez parte do Movimento de Mulheres de Vitória da Conquista, onde lutou pela delegacia da mulher na cidade, e que a cultura machista fazia com que a mulher fosse vítima da violência doméstica. “Nunca permita que alguém diga que você não é capaz”, comentou.

Câmara aberta à discussão – Em seu pronunciamento, o presidente da Casa, vereador Luciano Gomes (PL), destacou a importância da temática e assegurou que a Câmara Municipal de Vitória da Conquista está de portas abertas para promover debates acerca do tema. “Essa Casa continuará abrindo as portas para debater esse tema tão importante”, garantiu o parlamentar.

Jornal do Sudoeste

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