Cerca de 35 mil ligações clandestinas de energia na BA são desativadas; quantia abasteceria Vitória da Conquista por 6 meses

Número é correspondente ao primeiro semestre de 2019. Segundo gerente de operações da Coelba, energia furtada é paga pelos contribuintes durante revisão tarifária.

 

Por Giana Mattiazzi e Karine Simões, TV Bahia

 

Cerca de 35 mil ligações clandestinas foram desligadas por técnicos da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) no primeiro semestre desse ano no estado. As informações foram divulgadas pela empresa nesta quarta-feira (10).

De acordo com a Coelba, a energia furtada durante esse período era suficiente para abastecer uma cidade do tamanho de Vitória da Conquista – município do sudoeste baiano que tem 3.705,838 km² – por um período de seis meses.

Na tarde desta quarta-feira, técnicos analisaram ligações elétricas de doze barracas de Praia de Ipitanga, na cidade de Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador. De doze barracas examinadas, dez tinham ligações clandestinas há pelo menos um ano.

O gerente de operações da Coelba, Leonardo Santana, explica que a energia furtada é paga pelos contribuintes durante a revisão tarifária.

“É muito inseguro [a instalação clandestina]. Coloca em risco a vida de todos aqueles que praticam o ato, por estar em contato com a rede energizada. A nossa agência reguladora reconhece uma parte dessa energia recuperada nas revisões tarifárias. Então, todos nós acabamos pagando por esse furto de energia”, disse Leonardo.

O que chamou a atenção dos técnicos foi que serviço foi feito de forma subterrânea, que é difícil de ser identificado. Em uma das barracas, por exemplo, o responsável furtava a energia de uma ligação que alimentava os postes públicos da rua.

Para tentar esconder o furto de energia, algumas tampas eram até cimentadas, com os fios encobertos pela grama. Segundo a Coelba, a situação colocava em risco quem passava pelo local.

O furto de energia é crime, previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro. A pena é de até oito anos de prisão.

Foto de Capa: Pixabay.

Jornal do Sudoeste

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