CNM alerta para risco de falta de medicamentos do kit intubação

Segundo a pesquisa semanal realizada pela entidade, uma parcela considerável das cidades ainda corre o risco de não ter esses medicamentos para atendimento aos pacientes com Covid-19 em estado grave

Por: Rafaela Gonçalves/Brasil61

 

Há risco de falta de medicamentos do “kit intubação” em 13,2% dos municípios brasileiros levantados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Segundo a pesquisa semanal realizada pela entidade, uma parcela considerável das cidades ainda corre o risco de não ter esses medicamentos para atendimento aos pacientes com Covid-19 em estado grave.

O período de coleta dos dados foi de 28 de junho a 2 de julho de 2021; nela foram ouvidos 3.079 gestores, o que representa 55,3% dos municípios brasileiros. Para o presidente da confederação, Paulo Ziulkoski, a amostra desta semana é bastante significativa, e os resultados apresentados indicam uma tendência nacional.

Houve uma queda em relação às semanas anteriores, mas ele destacou que esta é uma questão que já foi aguda e continua muito forte. “É muito preocupante quando nós vemos que nessa semana, a décima quarta, temos uma pequena diminuição na questão da falta do kit intubação, mas ainda assim 17%. Se projetarmos isso para o Brasil, dá em torno de 800 municípios que ainda estão com esse problema sendo aprofundado”, disse.

Em 44,1% dos municípios pesquisados esta semana não houve óbitos em virtude da Covid-19. Perguntados se houve aumento no número de óbitos nos municípios, 25% declararam que se manteve estável, 16,1% indicaram aumento e 13,3% diminuição. Além disso, nesta edição, 21,3% dos municípios pesquisados declararam que houve aumento do número de pessoas infectadas, em 37,5% se manteve no mesmo patamar e em 36,8% houve diminuição no número de casos.

Os dados, segundo o presidente da CNM, devem servir como embasamento para tomada de decisões sobre políticas públicas em relação ao direcionamento do combate à pandemia. “Estamos levando a disposição dos prefeitos, a maioria dos prefeitos pelo menos que concordaram com essa situação, e ver se tem alguma solução. Acho que isso depende basicamente de uma iniciativa do governo federal”, pontuou Ziulkoski.

Vacinas

Sobre a falta de vacinas, mais de 830 municípios (27,2% dos respondentes) apontaram que enfrentaram esse problema. Para 71,5% a vacinação continuou normalmente. A maioria dos imunizantes que faltaram foram para a aplicação da primeira dose.

A projeção das vacinas, segundo a confederação, apontava que o Brasil teria 141.382.751 doses a mais aplicadas até junho de 2021. Em dados reais, foram aplicadas 91.921.403 doses de vacinas (até o dia 29 de junho de 2021). Esta capacidade ociosa acumulada mostra que a vacinação ainda está aquém do projetado, representando a quantidade de pessoas que já poderiam estar imunizadas e não estão.

 

 

 

Foto de capa: Agência Brasil.

Jornal do Sudoeste

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