Colposcopia: um exame que pode salvar a vida da mulher

Investigação ginecológica é capaz de identificar lesões benignas, pré-malignas e malignas, auxiliando na manutenção da saúde feminina

 

Por: Flavia Crizanto/Experta Media

 

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), a incidência de câncer de colo do útero é de 16.710 novos casos por 100 mil mulheres a cada ano. Já o risco de mortalidade é estimado em 15,38 a cada 100 mil mulheres.

Assim como outros tipos de câncer, descobrir o tumor no início é essencial para ter sucesso na busca pela cura da doença. Por esse motivo, alguns procedimentos podem ser utilizados para detectar a presença de tumores logo após o surgimento dos primeiros sintomas. Um dos exames que ajudam a identificar as lesões indicativas dessa condição é a colposcopia.

A investigação, segundo o Ministério da Saúde, é utilizada para obter uma avaliação detalhada do colo do útero, da vagina e da vulva. Além de auxiliar no diagnóstico do câncer, o exame também ajuda a identificar indícios de inflamações e doenças como o HPV.

Embora muitas mulheres mantenham a frequência ao consultório de ginecologia, procedimentos como esses ainda geram dúvidas. Entender como funciona o exame é essencial para garantir a saúde.

Como é feito a colposcopia?

Segundo a American Cancer Society, a colposcopia é um procedimento em que o médico consegue visualizar o colo do útero por meio de um colposcópio. Esse instrumento possui lentes de aumento que permitem observar a região de maneira clara e nítida. Além do aparelho, o ginecologista utiliza duas substâncias durante a investigação, o ácido acético e o lugol.

A realização do procedimento é similar a uma consulta ginecológica. A paciente deve se deitar na maca com as duas pernas levantadas e afastadas para que o médico ou a médica consiga introduzir o aparelho e visualizar a região.

Ainda de acordo com a sociedade americana, caso seja encontrada alguma anormalidade durante o exame, o ginecologista pode remover uma pequena amostra do tecido para realizar uma biópsia. Essa ação é necessária para investigar a presença de doenças que afetem diretamente a saúde e qualidade de vida da mulher.

Existem preparações para o exame?

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a preparação do exame é essencial para garantir a visibilidade do colo uterino. A recomendação é que o procedimento seja realizado fora do período menstrual. Além disso, deve-se evitar relações sexuais antes da investigação, pois os fluidos podem alterar o pH na cavidade vaginal.

Em geral, a colposcopia é um procedimento simples e não causa dor, mas pode provocar desconforto quando o médico aplica os produtos que auxiliam na visibilidade da região.

Indicações para colposcopia

Para realizar o exame, é preciso ter indicação médica. De acordo com a Febrasgo, esse procedimento é utilizado como método de prevenção e pode ser indicado por diferentes motivos, entre eles estão a evidência de alterações de células de significado indeterminado, lesões intraepiteliais de alto grau e presença de sinais clínicos de metrorragia e dispareunia.

Além disso, o exame é indicado quando for observado prurido vulvar crônico, aspecto anormal no colo e na vagina, no exame a olho nu, e no auxílio pré-operatório de intervenções no trato genital.

Segundo a Febrasgo, a colposcopia só pode ser realizada em mulheres gestantes a partir do sétimo mês de gravidez.

 

 

Foto de capa: Serhii_bobyk/Freepik

Jornal do Sudoeste

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