Compostagem é alternativa sustentável para resíduos orgânicos urbanos

Por Ascom/ Uesb

 

Já ouviu falar em compostagem? Sabe o que é ou a importância de realizar esse processo? Um projeto desenvolvido na Uesb, campus de Itapetinga, intitulado “Compostagem de resíduos orgânicos urbanos, a proposta para o município de Itapetinga – Bahia”, visa disseminar informações sobre essa técnica de redução de resíduos sólidos, em especial os orgânicos, pelo contato e produção de húmus mesmo em pequenos espaços. Além de poder ser um hobby, a compostagem possui um grande potencial para geração de renda e recuperação da fertilidade dos solos e produção das diversas culturas vegetais (de jardins a hortas orgânicas).

A ideia da ação surgiu a partir das discussões realizadas durante as aulas da disciplina “Recursos Naturais e Energia”, ministrada no curso de Engenharia Ambiental, em que foi abordado o problema dos resíduos sólidos no Brasil. Durante as aulas, foi questionada a baixa taxa de separação do lixo urbano, com materiais de alto valor sendo despejados em aterros sanitários, onde sua vida útil é diminuída, ou em lixões, o que atrai animais, mau cheiro e um alto volume de resíduos que são queimados para sua redução. Como consequência, há o aumento da poluição atmosférica, do solo, além da possibilidade de contaminação dos lençóis freáticos.

A partir desses fatos, os discentes Daniel Ramos Carvalho, bolsista da Iniciação Científica (IC), e Arthur Padilha, voluntário da IC, ambos graduandos do sexto semestre de Engenharia Ambiental, sob coordenação da professora Sônia Teodoro, vinculada ao Departamento de Ciências Exatas e Naturais (DCEN), idealizaram as ações do projeto.

Durante sua aplicabilidade, uma área de compostagem foi instalada no Setor de Avicultura, desde setembro de 2019. De acordo com a coordenadora do projeto, a proposta é levar “conscientização aos gestores locais, empresas e comunidade para a necessidade da gestão correta dos resíduos sólidos, em especial, os resíduos orgânicos domésticos que incluem, principalmente, restos de legumes, frutas, podas e alimentos vegetais”. Conforme pontua Teodoro, o projeto também prevê a “oferta de cursos de capacitação sobre compostagem, integrando o poder público com a comunidade em atividades que possam unir sustentabilidade e geração de renda com a venda de adubos e fertilizantes líquidos”.

Devido à pandemia, todas as propostas que necessitavam de encontros presenciais foram suspensas. Entretanto, as atividades de manejo do substrato continuaram a ser desenvolvidas pelos bolsistas, respeitando todos os cuidados sanitários, uso de máscara e desinfecção antes e após as práticas de campo.

Para continuar levando informações aos interessados, durante esse período de distanciamento social, foi criada a conta no Instagram @compst_pedrabranca. “O Instagram foi idealizado para falar sobre compostagem, mostrar técnicas diferentes de acordo com a disponibilidade de espaço (ao ar livre em leiras, em baldes ou composteiras domésticas), o que pode ou não ser compostado, tempo de degradação dos materiais, forma de descarte etc.”, destacou a professora.

Para Carvalho, um dos bolsistas da iniciativa, participar desse projeto provocou muitas mudanças na sua escolha de seguimento profissional. “Vejo-me, futuramente, seguindo essa área de atuação. É algo que me motiva muito a sempre estar pesquisando novas tecnologias e me aperfeiçoando nesse vasto assunto. Esse projeto me fez escolher a linha que eu quero seguir dentro da profissão de engenheiro ambiental”, ressaltou o discente.

 

Foto de Capa: Divulgação.

Jornal do Sudoeste

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