Condenado por assassinato, goleiro Bruno vai vender açaí na periferia

Assinar a renovação de seu contrato com a equipe do Cruz Azul, time amador de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, não é a única novidade na vida do Goleiro Bruno. Ele agora também vai empreender na gastronomia, vendendo açaí.

Na sexta-feira, 4, Bruno inaugurou com outros sócios uma lanchonete na periferia de São Pedro.

Até então, o ex-goleiro do Flamengo, que cumpre pena em regime aberto pelo assassinato de Eliza Samúdio, em 2010, havia anunciado sua aposentadoria nos campos e o ingresso na vida de trader, ou investidor financeiro.

Morando em Cabo Frio, ele sempre é visto por lá a bordo de carrões, cujos valores chegam a R$ 230 mil. Bruno tem uma dívida de R$ 3 milhões com o filho Bruninho Samúdio, pelas pensões que nunca foram pagas. Fonte: Agência o Globo.

CONSIDERAÇÕES 

A leniência penal brasileira, recheada de privilégios aos condenados, agride o bom senso da sociedade.

É uma vergonha o direito penal brasileiro. Um condenado por assassinato a 22 anos de cadeia goza de liberdade condicional.

Para que serve, então, a condenação, se o assassino continua em liberdade para praticar ou repetir o mesmo crime?

E ainda dão manchete para um criminoso e espaço para ele viver a sua boa vida fora da cadeia.

Onde estão as ativistas feministas e mulheres parlamentares, que se mostram caladas e não se manifestam veementemente contra o caso do goleiro Bruno?

As feministas que costumam fazer muito barulho em outras situações, silenciam-se diante da liberdade do goleiro Bruno, por quê? Respondam!!!

A senhoras e senhores parlamentares têm que trabalhar para que as normas penais brasileiras sejam aperfeiçoadas.

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado. Balneário Camboriú-Santa Catarina.
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