Covid 19: tratamento para sequelas da doença é oferecido pelo Sistema Estadual de Saúde da Bahia

Mais de 18 mil atendimentos foram realizados pelos profissionais do hospital desde agosto de 2020

Por: Flávio Macedo/ Brasil61

Na Bahia, pacientes que tiveram Covid-19 e que se curaram ou ficaram com sequelas físicas ou mentais por conta da doença podem fazer acompanhamento gratuito ofertado pelo Hospital Especializado Octávio Mangabeira (Heom) e pelo Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi). Ambos são estaduais e ficam em Salvador.

O Heom se destaca nos atendimentos a pacientes que tiveram problemas respiratórios por conta da doença. Já o Creasi conta com ambulatório para a reabilitação de idosos que desenvolveram sequelas decorrentes do agravamento da Covid-19 desde junho de 2021. As unidades já receberam, juntas, mais de 1,5 mil pacientes, que passaram por mais de 18 mil atendimentos.

A enfermeira Vânia Pedreira, do Heom, explica a importância da fisioterapia. “A sequela mais importante é a dispneia, em segundo lugar, a fadiga. E o nosso Centro Pós-Covid tem uma reabilitação física, motora e respiratória, então, o tratamento é de extrema importância para o paciente retornar à sociedade. A sequela começa com a fadiga, mas o distanciamento social, a dificuldade de voltar à atividade social, deixa o paciente deprimido e traz, junto a isso, uma baixa qualidade de vida. Logo, a importância não é apenas física. A reabilitação da fisioterapia é também psicológica porque consegue trazer de volta a atividade social daquele doente” afirma.

Atendimentos

Para pessoas que estão precisando de tratamentos pós Covid-19, os atendimentos são agendados nos seguintes canais:

Hospital Especializado Octávio Mangabeira (Heom)

Telefone (71) 3117-1677 ou pelo e-mail [email protected]

Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi)

Telefone (71) 9 9692-4807

Sequelas

Dados do Ministério da Saúde revelam que, até o momento, aproximadamente 20 milhões de pessoas infectadas com o coronavírus já se recuperam da Covid-19. O problema é que boa parte desses pacientes ainda sofre com as sequelas da doença, mesmo no pós-alta, como explica o médico intensivista e pesquisador do Hospital Moinhos de Vento, Regis Rosa.

“Os pacientes frequentemente apresentam fraqueza muscular, cansaço e, eventualmente, até dor crônica. Os pacientes que tiveram ventilação mecânica podem apresentar lesões na traqueia, redução da sua capacidade física, alteração de memória e também redução da velocidade de raciocínio”, destaca.

Entre as principais sequelas da Covid-19, algumas estão relacionadas à parte psicológica das vítimas. É comum que pacientes que passaram por todos os transtornos provocados pela doença sofram, por exemplo, com ansiedade ou depressão.

Segundo estudo desenvolvido por instituições brasileiras, em uma aliança formada por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), casos de ansiedade, seis meses após alta médica, atingem 22% dos pacientes. Já o estresse pós-traumático acomete 11%.

Dados Covid-19

O Brasil registrou 14.423 casos e 210 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a mais recente atualização do Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 21.366.395 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no país é de 594.653.

O Rio de Janeiro é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,13% Em seguida estão São Paulo, Pernambuco e amazonas, todos com o índice acima dos três pontos percentuais. A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,78%

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,13%
  • SP    3,42%
  • PE    3,18%
  • AM    3,22%
  • MA    2,86%
  • PA    2,82%
  • GO    2,72%
  • CE    2,60%
  • AL    2,61%
  • PR    2,58%
  • MS    2,56%
  • MG    2,55%
  • MT    2,55%
  • RO    2,48%
  • RS    2,42%
  • PI    2,30%
  • BA    2,18%
  • SE    2,16%
  • ES    2,15%
  • DF    2,11%
  • PB    2,11%
  • AC    2,09%
  • RN    1,99%
  • TO    1,69%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,58%
  • BR      2,78%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão.

Foto de Capa:  Reprodução/Secretaria de Saúde Estadual da Bahia

Jornal do Sudoeste

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