Dia do Estudante: 50 mil pessoas concluem ensino superior na Bahia em 2022, aponta pesquisa

Formação superior tem impacto positivo na remuneração, revela estudo

 

Por: Juliete Neves /Agência Ideal

 

A construção de uma sociedade funcional, certa de seus direitos e deveres, está diretamente ligada à educação. Mais do que um passo rumo ao conhecimento básico, a educação é a ferramenta para o desenvolvimento e impulsiona a formação profissional de novas gerações que, ética e moralmente estruturadas, transformam o mundo.

Dia 11 de agosto é comemorado o Dia do Estudante. A data, que celebra a criação das duas primeiras faculdades do Brasil, marca o ponta pé inicial para a valorização do ensino superior na formação de profissionais qualificados.

Um levantamento realizado entre agosto e outubro de 2021 pelo Instituto Semesp — responsável por traçar o Mapa do Ensino Superior no Brasil – elucida o impacto positivo que o ensino superior provoca na vida de quem busca o sucesso profissional e almeja um crescimento salarial. Os dados, obtidos após pesquisa realizada com 8.500 egressos e alunos de graduação do país, apontam que a quantidade de pessoas que recebem remuneração acima de R$ 5 mil teve crescimento de 135% após a conclusão do ensino superior.

Já entre os estudantes que recebiam até R$1.000,00 mil reais mensais antes de terminar o curso, pelo menos 91,4% apresentaram rendimento superior a esse valor após a conclusão. No caso daqueles que recebiam entre R$ 2.000,00 e R$ 3.000,00 mil antes do encerramento do curso, cerca de 66,8% avançaram para um rendimento acima de R$ 3.000,00 mil. O mesmo levantamento mostra, ainda, que antes de concluir o curso de nível superior, apenas 2,9% recebiam acima de R$ 5.000,00 mil. Já após a conquista do diploma, esse percentual saltou para 26%.

Tattiana Tessye, diretora da Faculdade Pitágoras, salienta de que forma a educação é ferramenta de transformação na vida das pessoas. “A conquista do diploma reflete no aumento das oportunidades profissionais e cria mais possibilidades de valorização salarial, além de alavancar o crescimento pessoal do estudante. Consequentemente, uma pessoa com nível superior tem as ferramentas para se destacar no mercado de trabalho e almejar as vagas mais disputadas. Tudo isso atrelado a uma educação de qualidade e experiências adquiridas ao longo da formação, seja nas salas de aula, seja nos ambientes de prática ou de estágio”.

Na Bahia, 50 mil alunos devem concluir o ensino superior nas redes pública e privada, até o final de 2022. Dados do Instituto Semesp, indicam que destes, 40.133 foram no modo presencial e 18.914 no modo EAD. “Para nós que trabalhamos com educação vivenciamos a graduação como a melhor ferramenta para transformar vidas. Essa transformação é vivenciada através da conquista de melhores condições de moradia, acesso a serviços de saúde, bens e serviços, melhor estrutura das famílias; ou seja, é transformação de objetivos em realidade”, explica Tattiana.

Outro dado que reforça o aumento de graduados e a importância dessa tendência é que, no Brasil, 69% dos egressos do ensino superior conseguem ingressar no mercado de trabalho após um ano da formação. É o que aponta uma pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), realizada com cerca de 2 mil pessoas que concluíram a graduação entre julho de 2020 e junho de 2022; mostrando que destes, 48,82% estavam em ocupações formais; 10,86% trabalhavam como autônomos ou profissionais liberais e 2,77% eram empresários. Entre os bacharéis e tecnólogos, o aproveitamento no mercado de trabalho foi mais significativo: 70% e 69%, respectivamente, de acordo com o levantamento.

O Dia do Estudante é uma das datas mais importantes do Ensino Superior, pois reconhece e celebra a dedicação e a motivação dos futuros profissionais, que são a representação de um mercado de trabalho cada vez mais qualificado. “Quem se propõe a estudar, realmente entende que esta é a melhor trajetória para alcançar objetivos, sendo a estratégia mais eficaz para combater as desigualdades e conquistar melhores condições de vida”, conclui a diretora da Pitágoras.

 

Foto de capa: rawpixel.com/Freepik

Jornal do Sudoeste

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