Dilemas do(a) Consumidor(a): Falsas promoções, pegadinhas e as ilusões!

O(a)s consumidore(a)s brasileiro(a)s vêm enfrentando uma série de falsas promoções, reduções de preços e ilusões, ou seja, “maquiagens”, proporcionadas por pequenas e grandes redes de supermercados e varejistas. Práticas reforçadas por grandes indústrias brasileiras.

A primeira ilusão é um exemplo: antes muitos produtos eram de 1 kg, 500g e passaram para 900, 700, 400, 300 gramas e, atualmente, chegam a 200g e 175g (chocolates, cereais, biscoitos, sorvetes, leite, iogurte, frios). Latas e garrafas de um litro passaram para 900 e até 750 ml (óleo, sucos, bebidas).

O mais grave é que as indústrias mantém a ilusão de ótica, apesar de diminuírem o conteúdo, mantêm caixas, latas e garrafas na mesma proporção e tamanho de antes, contribuindo para a ilusão de ótica, tamanho/conteúdo. Apesar do Código de Defesa do Consumidor alertar, a ilusão continua, pois informam a redução e mantém o tamanho original.

Redes agora induzem o consumidor a comprar dois ou três produtos para terem um pseudo desconto a exemplo de uma rede que informa: compre 3 e pague 2 – cada um, sai por 2,99 se comprar três. A ilusão é não deixar claro que cada um custa 4,49. Pois o destaque é compre três e pague 2. Induz o cliente a comprar mais do que precisa para obter um pseudo-desconto.

Outra prática, anteriormente, havia corredores específicos para cada tipo de produto, hoje, propositadamente, distribui por diferentes cantos e prateleiras das lojas, forçando o(a)s clientes a andarem mais, com intuito de aumentar o consumo.

Agrava-se a situação pelo aumento de filas em muitas lojas, que reduzem o número de caixas, demitem funcionário(a)s empacotadore(a)s, transferem o papel para o caixa ou o próprio cliente, máquinas velhas ou propositalmente lentas, levam o caixa a realizar o empacotamento. Resultado desemprego, enorme tempo perdido nas filas e, como forma de ampliar os lucros agora cobram o estacionamento dos clientes.

Em tempos de Pandemia, várias redes de super e hipermercados vêm descuidando dos princípios de segurança e proteção de seus funcionário(a)s e consumidore(a)s. Já não respeitam o número máximo de pessoas dentro do ambiente, evitar filas, aglomerações, proteção com materiais API, tais como, mascara para todo(a)s, álcool em gel, limpeza etc.

Com argumento da crise, os preços tem disparado e o(a) consumidor(a) é quem está pagando a conta! O que todo(a)s deveriam fazer é trocar as marcas que diminuem o conteúdo e mantêm o mesmo preço e tamanho de embalagem ou mesmo aumentam para preços absurdos.

 Fujam dos falsos ganhos/promoções, “leve três e pague 2”, se o tempo na fila, os preços aumentaram, o exemplo recente do arroz, feijão, leite, carne e, tem que pagar estacionamento. Procure outra loja! Valorize os pequenos, próximos de sua residência e bairro.

Reginaldo de Souza Silva

Doutor em Educação Brasileira, professor do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e coordenador do Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente (Neca/Uesb). Email: [email protected]
Categorias