Endividamento da Bahia atinge segundo menor nível do século, aponta balanço da Sefaz

Publicado em

WhatsApp
Facebook
Copiar Link
URL copiada com sucesso!

POR REDAÇÃO JS * (redacao@jornaldosudoeste.com)

As contas do Governo da Bahia referentes ao primeiro quadrimestre de 2026 revelam um cenário positivo para a saúde fiscal do Estado: o endividamento voltou a cair e alcançou o segundo menor índice registrado no século XXI. Os dados foram apresentados pelo secretário de Estado da Fazenda da Bahia, Manoel Vitório da Silva Filho, em audiência pública realizada nesta terça-feira (9) na Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

A prestação de contas atende às exigências da Constituição Federal e da Lei de Responsabilidade Fiscal, que determinam a avaliação quadrimestral das finanças estaduais. O presidente da Comissão, deputado José Raimundo Fontes, destacou que o processo reforça a transparência da gestão e o papel fiscalizador da Assembleia Legislativa.

“As contas evidenciam a capacidade do Governo da Bahia de conciliar responsabilidade fiscal com investimentos em áreas estratégicas para o desenvolvimento do Estado e o bem-estar da população”, afirmou o parlamentar, classificando o balanço como “muito positivo”.

Segundo os números apresentados, a relação entre a Dívida Consolidada Líquida (DCL) e a Receita Corrente Líquida (RCL) atingiu 31% nos quatro primeiros meses de 2026. O índice é apenas um ponto percentual acima do melhor resultado histórico, registrado em 2022.

O secretário Manoel Vitório ressaltou que o controle da dívida é uma diretriz da gestão estadual. “Preservar o equilíbrio das contas públicas é uma orientação do governador Jerônimo Rodrigues desde o início da gestão”, disse.

O secretário observou ainda que a Bahia mantém um perfil de baixo endividamento em comparação a outros Estados. Dados do Tesouro Nacional, via Siconfi (Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro), mostram que o Rio de Janeiro tem dívida equivalente a 219% da receita, o Rio Grande do Sul a 172%, Minas Gerais a 157% e São Paulo a 116%.

Durante a audiência, o líder do Governo na Alba, deputado Rosenberg Evangelista Pinto (PT), defendeu as operações de crédito autorizadas pelo Legislativo Estadual, afirmando que os financiamentos têm ampliado a capacidade de investimento do Estado. “O que o nosso Governo está fazendo é antecipar investimentos a partir das operações de crédito”, disse.

* COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DOS MANDATOS DOS DEPUTADOS WALDENOR PEREIRA E ZÉ RAIMUNDO – COMUNICAÇÃO WZ

Foto: Agência Alba

Deixe um comentário

Jornal Digital
Jornal Digital Jornal Digital – EdiÇÃo 761