A doença causou a internação de 61.199 pessoas na Bahia, sendo 14.561 casos entre o público de 0 a 4 anos e 25.701 entre pessoas com 60 anos ou mais. O Dia Mundial de Combate à Pneumonia é lembrado nesta quarta-feira, 12
Por: JURACY DOS ANJOS – ASCOM (ATCM – ESTRATÉGIA, RELACIONAMENTO E CONTEÚDO)
Doença infecciosa que afeta os alvéolos (sacos de ar) dos pulmões, a pneumonia pode ser provocada por bactérias, vírus, fungos ou até mesmo pela inalação de substâncias tóxicas. Crianças e idosos, de acordo com o médico infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, Claudilson Bastos, são os mais suscetíveis. Por isso, a vacinação desses grupos se torna imprescindível.
Dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) apontam que, entre janeiro e agosto de 2024, 61.199 pessoas foram internadas na Bahia com pneumonia, sendo 14.561 entre o público de 0 a 4 anos. Já as hospitalizações de idosos (a partir de 60 anos) chegaram a 25.701, com destaque para as pessoas com mais de 80 anos (12.500 ocorrências).
“A pneumonia afeta, de fato, mais as crianças e os idosos. Isso acontece por uma questão simples: a imunidade. Nos idosos, há a imunossenescência, ou seja, a queda natural da imunidade com o envelhecimento. Já nas crianças, o sistema imunológico, ainda, está em formação, o que as torna mais vulneráveis a infecções. Por isso, certos vírus e bactérias podem afetá-las de forma mais agressiva, provocando manifestações clínicas mais graves”, alerta o infectologista, destacando os principais sintomas, que incluem tosse (com ou sem catarro), febre, dor no peito e falta de ar. Em idosos, os sintomas podem ser atípicos, incluindo cansaço, desânimo e confusão mental.
“Sabemos que manter uma boa qualidade de vida ajuda a fortalecer o sistema imunológico. Dormir bem, reduzir o estresse, praticar atividades físicas e manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas e verduras, são atitudes fundamentais. Esses cuidados diários contribuem para uma melhor imunidade e, consequentemente, ajudam na prevenção de doenças como a pneumonia”, esclarece.
O infectologista do Sabin acrescenta que outro ponto essencial é a imunização, com vacinas disponíveis na rede pública — como a Pneumocócica Conjugada 10-valente (PCV10) — e na rede privada, que dispõe de dois imunizantes mais modernos e eficazes. São eles: A Pneumocócica Conjugada 20-valente (Pneumo 20), que amplia a proteção contra infecções causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo). O imunizante oferece cobertura para um número maior de sorotipos, incluindo os associados a casos graves e resistentes a antibióticos. É indicado para crianças, idosos e portadores de condições de risco para doença pneumocócica grave; e a Pneumocócica 15, indicada para bebês (a partir de dois meses), crianças e adolescentes até 17 anos e 11 meses. A imunização ativa ajuda a prevenir a pneumonia, otite média aguda, sinusite e doença invasiva, que ocorre quando uma bactéria invade partes internas do corpo.
Ambas as vacinas estão disponíveis nas unidades físicas do Sabin em Salvador, Lauro de Freitas e Barreiras. Elas também podem ser adquiridas pelo site www.sabin.com.br ou pelo serviço de atendimento móvel, no qual uma equipe do Sabin vai até o cliente para aplicar o imunizante. O agendamento pode ser feito pelo www.sabin.com.br/agendamentos.
“Os imunizantes fazem parte do calendário vacinal infantil e do Programa Nacional de Imunizações (PNI). É fundamental que as crianças estejam devidamente vacinadas contra doenças imunopreveníveis, como as causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae — uma das mais comuns na pneumonia. Os idosos também possuem um calendário vacinal específico e precisam manter seus reforços em dia, conforme orientação médica”, informa.
Entre as vacinas recomendadas para ambos os públicos estão as contra Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b, Neisseria meningitidis (meningococo), além das vacinas contra Covid-19 e influenza, que ajudam a prevenir infecções virais que podem evoluir para pneumonia. “Essas vacinas são eficazes e ajudam a reduzir complicações graves”, salienta.
O diagnóstico da pneumonia é feito por meio de exames clínicos, auscultação e radiografia de tórax. O tratamento geralmente envolve antibióticos em casos de infecção bacteriana. “Se a pessoa apresenta sintomas como tosse e expectoração amarelada ou esverdeada, é importante procurar um médico, pois pode se tratar de pneumonia. Além da idade, outros fatores aumentam o risco da doença, como sinusite ou otite maltratadas, amigdalite recorrente, uso prolongado de corticóides, doenças respiratórias (como asma e enfisema pulmonar) e imunossupressão, como no caso de HIV/AIDS”, afirma.
Para concluir, Bastos pontua que o acompanhamento médico é essencial para prevenção e tratamento precoce, evitando agravamentos e mortes. De acordo com a Sesab, entre janeiro de 2024 e 5 de novembro de 2025, foram registrados 7.931 óbitos, com prevalência entre idosos e crianças. “A pneumonia é uma doença grave e pode ser fatal. Por isso, a prevenção é o melhor caminho, mantendo a vacinação em dia e cuidando da saúde de forma contínua”, finaliza.
Foto: Marcos Welber/ Acervo Sabin




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