Estudantes de Salvador resgatam heróis e heroínas negros esquecidos pela história

Iniciativa estimulou alunos e alunas a conhecerem mais sobre as histórias de pessoas negras que não foram contadas

Por Juliana Almeida de Oliveira/2PRÓ Comunicação

O filme “Pantera Negra”, dirigido por Ryan Coogler, está entre as maiores bilheterias do mundo e representou um avanço na representatividade negra nos cinemas. Afinal, foi a primeira produção cinematográfica a retratar a história de um herói negro, com um elenco principal predominantemente formado por atores afrodescendentes. Depois de assistirem o longa-metragem, estudantes da Escola Municipal Gersino Coelho (BA) criaram o projeto “Meus Super Heróis também podem ser negros”, com o intuito de buscar maior identificação e representatividade nos livros, nos filmes e nas histórias. A iniciativa recebeu menção honrosa na última edição do prêmio Desafio Criativos da Escola promovido pelo programa Criativos da Escola do Instituto Alana.

Com o apoio da professora de história da escola, os estudantes começaram a pesquisar sobre os heróis negros presentes na história do Brasil. Após assistir ao filme “Pantera Negra’’, os estudantes passaram a realizar pesquisas sobre o continente africano, seus reinos, suas diversas culturas e sobre como o processo da escravização impactou diretamente a vida da população africana. Por meio de entrevistas, debates, oficinas, seminários e workshops, o projeto propôs reflexões diversas sobre a cultura e história africana e afro-brasileira, pautando as desigualdades socioeconômicas, as relações discriminatórias e excludentes na sociedade.

Enquanto o trabalho ganhava força, a iniciativa conquistou mais parceiros, pois parte da população também passou a contribuir com materiais e na participação das oficinas. Como resultado, o grupo provocou a melhora da autoestima e a reflexão sobre a presença negra nos livros que liam e nos filmes que assistiam.

Sobre o Instituto Alana
Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância. Criado em 1994, é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem como missão “honrar a criança”.
Foto de Capa: Divulgação.

Jornal do Sudoeste

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