REDAÇÃO JS (redacao@jornaldosudoeste.com)
A exoneração do servidor Gilmar de Brito Prates do quadro funcional da Câmara Municipal de Rio do Antônio tem gerado repercussão no meio político local. O desligamento foi oficializado pela Portaria nº 01/2026, assinada pelo presidente da Mesa Diretora, vereador Cristiano – Gago de Zé Teixeira – Guimarães (PSB). O documento, datado de 1º de julho e publicado no Diário Oficial do Legislativo Municipal no último dia 10, não apresenta justificativa para a medida.
O episódio ganhou destaque porque a decisão ocorreu logo após o pronunciamento do vereador Nivaldo – Nivaldim do Mandacaru – Ribeiro da Rocha (PT), anunciando publicamente o rompimento com o prefeito Gerson (Gerson Martins) de Souza Ribeiro, do PSB, e sua adesão à oposição. A sequência dos fatos levantou questionamentos sobre uma possível retaliação política.
O parlamentar petista e seus aliados interpretaram a exoneração como um enfraquecimento da estrutura de trabalho do gabinete e uma resposta direta à nova posição política adotada por Nivaldo – Nivaldim do Mandacaru – Ribeiro da Rocha. Para eles, a medida compromete a independência parlamentar e reforça práticas de pressão política.
O caso reacendeu a discussão sobre a importância da autonomia dos parlamentares no exercício do mandato. Especialistas destacam que a independência dos parlamentares é um dos pilares da democracia, garantindo que suas decisões reflitam os interesses da sociedade e não de grupos econômicos ou autoridades. Sem essa liberdade, há o risco de transformar os Legislativos em mera extensão de vontades externas, comprometendo a legitimidade das Leis, o controle dos Executivos e a confiança da população nas Instituições.
Outro lado

Procurado pela reportagem do JS, o presidente da Câmara, vereador Cristiano – Gago de Zé Teixeira – Guimarães (PSB), manifestou indignação com a repercussão da notícia sem que tivesse oportunidade de se pronunciar. Ele ressaltou que o contraditório é essencial para a credibilidade da informação.
Cristiano Guimarães negou que a exoneração tenha relação com o rompimento político do vereador Nivaldo – Nivaldim do Mandacaru – Ribeiro da Rocha com o grupo político liderado pelo prefeito Gerson Martins, salientando ainda que não são verdadeiras as declarações divulgadas pelo vereador petista e seus aliados. Segundo ele, Gilmar de Brito Prates não ocupava cargo de Assessor de Gabinete do parlamentar, mas sim de Ajudante Geral, função administrativa cuja nomeação e exoneração são de competência exclusiva da presidência da Casa Legislativa.

Acusado pelo presidente da Câmara Municipal de supostamente faltar com a verdade para criar uma narrativa política desfavorável aos ex-aliados, o vereador petista Nivaldo – Nivaldim do Mandacaru – Ribeiro da Rocha foi contatado pela reportagem do JS, por meio de mensagem no Aplicativo WhatsApp (77 98849-**75), para que pudesse comentar as declarações do vereador Cristiano Teixeira e apresentar sua versão.
No entanto, até o fechamento desta reportagem o vereador petista não respondeu o contato.
O espaço permanece aberto para manifestação.




