Foi Black Fraude? Pesquisa aponta opinião dos consumidores nesta última edição da Black Friday

Pesquisa realizada pela TRIWI releva a opinião dos consumidores em relação aos descontos reais da Black Friday.

 

Por: Raíssa Vaz

 

A Black Friday é uma das datas mais esperadas pelos consumidores brasileiros, é o momento de comprar produtos, e até serviços, com descontos expressivos. Para os varejistas não é diferente, é a oportunidade de vender mais e aproveitar o movimento estimulado pelo mercado.

O sábado de Black Friday registrou mais de R $1,2 bilhão em transações, 4,3% a menos do que 2021. A quantidade de itens por compra superou 2021, com média de 2,6 produtos por pedido, sendo 3,1% maior que em 2021. Embora a quantidade de produtos vendidos ficou apenas 1,4% menor do que em 2021, com 5,8 milhões de itens.

E para os consumidores, foi Black Friday ou Black Fraude?

Por muito tempo a Black Friday no Brasil ficou conhecida como “Black Fraude: tudo pela metade do dobro”. Já que muitas empresas maquiavam o preço dos produtos dias antes para então oferecer um desconto fictício e atrair a atenção dos consumidores desavisados.

Em pesquisa realizada pela TRIWI, Consultoria em Marketing, nos dias 27 e 28, com pouco mais de 16 mil consumidores, aponta que, mesmo apesar da conscientização dos varejistas em oferecer descontos reais, muitos consumidores ainda desconfiam das promoções.

Para apenas 67% dos entrevistados, as promoções foram reais. “Este dado mostra a importância do varejo em oferecer de fato descontos reais, atitudes de maquiar valores só prejudicam a relação dos clientes com as empresas” comenta Ricardo Martins, fundador da TRIWI.

A pesquisa revelou ainda que o interesse e expectativa dos consumidores era alta, 95% esperavam comprar algo na Black Friday, mas somente 82% de fato compraram.

“As empresas mudaram suas atitudes em relação aos descontos falsos, mas ainda encontramos situações de preços maquiados. Consumidores hoje estão cada vez mais conscientes e pesquisam bastante antes de comprar. Tentar enganar os clientes só prejudica a relação do cliente com a marca.” Complementa Ricardo Martins.

Sites comparadores de preço, como o Buscapé, Zoom, Escolha Segura entre outros viram os queridinhos dos consumidores. Nestes sites é possível acompanhar os valores com histórico de até 6 meses. Assim, é possível saber se o valor ofertado realmente está com desconto ou não.

Dicas da TRIWI para comprar com segurança em qualquer momento, independente da Black Friday

  • Escolha com antecedência os produtos e monitore os preços, utilize sites comparadores de preços para apoiar.
  • Pesquise diretamente nos sites que você já confia. Cuidado com sites desconhecidos ou ofertas incomuns.
  • Verifique o valor do frete se está dentro da faixa de preço das suas compras anteriores.
  • Confira os dados do e-commerce ou da loja antes de comprar.
  • Se você está comprando on-line e a loja informa que tem loja física, confira no Google Maps se o endereço realmente existe.
  • Consulte o CNPJ no Google e no site da Receita Federal.
  • Se receber algum e-mail ou link via WhatsApp, certifique-se que trata-se da loja oficial e não uma loja falsa.
  • Se estiver comprando de um site que você não conhece, faça buscas no Google, Reclame Aqui e nas redes sociais se há reclamações não resolvidas.
  • Não use um computador público ou de um desconhecido para realizar compras, seus dados podem estar sendo monitorados por hackers
  • Confira as formas de pagamento, sites confiáveis possuem parcerias com várias bandeiras de cartão e oferecem diversas opções de pagamento. Já os sites falsos disponibilizam poucas opções e geralmente só aceitam pagamentos à vista
  • Confira se o valor do carrinho de compras é o mesmo do valor anunciado.
  • Compare preços entre lojas conhecidas.
  • Utilize cartão virtual. Se o seu banco disponibiliza esta opção, aproveite. É mais seguro e evita riscos de fraudes.
  • Prazo de entrega abusivo. Prática comum em períodos de promoção é aumentar consideravelmente o prazo de entrega, pois assim em caso de falta de estoque eles conseguem regular com seus fornecedores.

 

Foto de capa: Divulgação

Jornal do Sudoeste

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