INDELICADEZA

O cumprimento é uma forma de saudação amigável entre duas pessoas , geralmente com algum gesto ou fala, constituindo-se regra básica da boa educação.

Etiquetas à parte, a moça se recusou a estender a mão para receber um cumprimento masculino, deixando a pessoa frustrada e perplexa diante da atitude considerada incompatível com a conduta civilizada do indivíduo.

Disseram-no que ela agiu dessa forma estimulada pelo namorado possessivo, que exigia dela esse procedimento.

Por desconfiança ou insegurança, seja ele namorado, noivo ou esposo, denota-se falta de personalidade, de opinião própria sobre as coisas passíveis de opinião, de altivez da pessoa que se deixa controlar e submete-se ao capricho de um ciúme exagerado que pode, no futuro, trazer grandes complicações.

Cabe a cada um avaliar o seu modo de vida, rever alguns conceitos, preservando a sua independência. Ter a convicção do que é certo ou errado. È preciso ter a capacidade de ver claramente as coisas, de modo a preservar a sua identidade feminina sem ferir ou magoar as pessoas do seu relacionamento, exigindo do parceiro a contrapartida de respeito e confiança.

 Sem essas atitudes, a convivência torna-se tumultuada e, mesmo impossível, diante da prepotência e arrogância que exalta o ciúme doentio.

O futuro depende dessas atitudes que compõem esse desafio o qual deve ser exercido com naturalidade, honradez e seriedade, preservando o caráter e a soberania do ser humano.

Em ambiente de trabalho harmonioso, deve portar-se sem a conotação de quem quer um motivo para se aparecer, quer profissional ou intelectualmente “A gente é o que é, homem ou mulher”, não precisa de subterfúgios. Convém pautar-se pelo bom senso.

Há problemas psicológicos pessoais, frustrações familiares, problemas de saúde física ou mental, entre outros, que influem nessas atitudes, consideradas nonsense. Infelizmente, elas ocorrem e é necessário que se tenha percepção do problema para compreendê-las.

É dessa forma que essas pessoas devem ser encaradas, quando relevam atitudes de indelicadeza perpetrada.

 São espíritos dignos de pena que merecem buscar a razão através da verdade quer religiosa ou de princípios dignificantes.
Há, contudo, uma perspectiva para que as pessoas possam galgar o conhecimento da verdade cujo teor a psicologia pode se encarregar disso.

“Alguém que perdeu completamente seu caminho na floresta, mas se esforça com uma energia fora do comum para chegar ao ar livre por uma direção qualquer, descobre às vezes um caminho novo que ninguém conhecia”. (Nietzsche).

Por conseguinte, precisa ser orientada para não cometer erros dos descaminhos sociais. Renascer é possível, basta tentar.

Embora o filósofo tenha dito: “Ah! Meu caro (…), não conheces o suficiente essa raça maldita a que pertencemos.”

“Depende de ti que toda tua experiência de vida, tuas tentativas, teus erros, teus enganos, tuas ilusões, teus sofrimentos, teu amor e tua esperança sejam absorvidos em teu objetivo sem exceção”.

“Esse objetivo é de tornares tu próprio em corrente necessária de elos de cultura e, dessa necessidade, deduzires a necessidade na marcha da civilização universal”. (Nietzsche).

Conta-se que um jovem cearense casou-se com uma moça mui bonita e, por ciúme e insegurança, desconfiando da fidelidade da mulher, colocou-lhe um cinto de castidade, cuja chave do cadeado ficava em seu poder, receando ser traído. Ela aceitou essa condição por submissão imposta pelo marido.

Essas atitudes revelam o embrutecimento dos homens de inteligência inferior e mentalidade tacanha, contrária às normas da civilidade.

 O direito cognitivo assiste a todo indivíduo: tratar bem e com educação as pessoas para que a recíproca seja verdadeira, essa é uma prática e exercício no crescimento civilizatório da educabilidade.

Qualquer coincidência com pessoas conhecidas é mera semelhança.

Júlio César Cardoso

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado. Balneário Camboriú-Santa Catarina.
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