Itororó sob umas eterna ameaça dos predadores

Estamos às vésperas das eleições e a situação em Itororó está totalmente indefinida quanto às possíveis candidaturas, porque não se sabe ainda se o candidato Marco Brito vai poder conseguir o chamado registro de candidatura. Marco diz que é candidato, porém a justiça vem negando a senha de acesso para que isso aconteça.

Os obstáculos se sucedem, Marco Brito não tem um nome para o substitui-lo e, dificilmente apoiará a candidatura do PSOL de Milton Marinho. (Essa coisa de misturar água e óleo sempre foi uma alquimia mal sucedida). Vide exemplos de Valdir Pires e Nilo Coelho. Marco Brito defende uma classe, Milton Marinho, acostumado a colecionar troféus de derrotas defende outra, os pobres. Tem tudo para aumentar o número desses troféus em sua estante ainda neste pleito.

O prefeito atual, segundo consta, está apto para a disputa, todo dia faz uma festa para celebrar os obstáculos e as fogueiras que o ex-prefeito Marco Brito encontra pela frente, em detrimento dos “malifeitos” que fez atrás, quando foi prefeito, que culminou com duas contas rejeitadas. Marco ainda tem de saltar muitas fogueiras daqui para lá.

Sobreviver nessa arena onde rosnam todos os bichos, inclusive aqueles que se disfarçam de humanos, é muito difícil. Nós, candidatos, adotamos alguns como mascotes muito alguns deles numa selva onde o semelhante desconhece as regras do bom viver e parte para o ataque para cima do outro, como às vezes, utilizo desse expediente para fazer valer a defesa da prole e da espécie marginalizada socialmente pelos tipos de predadores financeiros que têm ocupado a Prefeitura nos últimos tempos. Itororó tem vivido uma eternidade sob ameaça dos prefeitos que nos representa.

Os comandados que se explodam, os comandados são o povo, a maioria inquieta que se debate a contra luz de um mundo que não é o seu, contra a minoria próspera que a tudo devora.

O prefeito Adroaldo não fez nenhuma obra essencial em Itororó. Problema, que deveriam ser a exceção no Governo, passou a ser a regra, administrar problemas é o mais claro sinal de que a Administração Pública em Itororó não propõe uma nova sociedade, ao contrário, é conduzida na bestunta, no “armengue”, a facão. Nisto, Ou melhor, desta forma, não sou louco de tirar os méritos do prefeito Adroaldo. Pois para desmantelar a cidade ele tem talento de sobra.  Têm em seus assessores, aqueles que se orgulham do “vale tudo” na política de Itororó, inclusive a compra de gente e de votos no fiado. A lábia dessa escola de camelôs que o Governo do PT implantou em Itororó é tão grande que muita gente cai nela, enquanto, à distância da realidade municipal, o nosso prefeito segue o cortejo tocando a  manada rumo ao matadouro ou ao despenhadeiro miserável de um continuísmo sem fim.

O que o Governo do PT e Adroaldo fez de verdade em quatro anos, sem querer levantar falso, ou ser leviano com os seus ocupantes e seus avalistas, foi somente, ampliar a prosperidade dos inimigos do povo, (vencidos por nós), e, comprar gente para sua permanência no poder, característica do político que só visa sua perpetuação no posto, tudo pela obra e graça ter descoberto os segredos de um cofre público que deveria cumprir sua função social e não a manutenção e o enriquecimento das elites abastadas.

Gente aqui é tratada como bois e, o socialista prefeito que tanto combateu os currais eleitorais da “direitona” secular, hoje tem mais cabeças de gado em sua fazenda pluripartidária do que o pastor Valdomiro ou o ex-governador Nilo Coelho tem de bois em suas terras pela Bahia a fora. Isto sem deixar de dizer da quantidade imensa de fazendeiros de gado de leite e de corte, literalmente, que contém no Governo.

Não é só pela apreciação que se tem da carne-de-sol, que Itororó é uma cidade conhecida no Brasil, é também pelos grandes currais eleitorais que o dinheiro do povo, mal usado pode adquirir para tornar a cidade cada vez mais famosa e mais difamada.

Estou correndo o sério risco de virar prefeito de Itororó, ou de ser esmagado pelo estouro da manada financeira dos cofres públicos contra a candidatura de resistência que encampo com poucos que acampam ao meu redor.

Isto pode ocorrer (a vitória) se por acaso, a lógica perversa que normalmente elege e imortaliza os canalhas, for contrariada. (A compra de votos), de outro modo só se chover asteroides ou se algum outro fenômeno sobrenatural a acontecer. Mas que as coisas estão indefinidas, ah, ainda estão.

Porém, se neste pleito, eu levantar mais um troféu de derrota, significa que eu continuo vitorioso.

Júlio César Cardoso

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado. Balneário Camboriú-Santa Catarina.
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