José Walter Pires toma posse na Academia Baiana de Educação

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POR REDAÇÃO JS (redacao@jornaldosudoeste.com)

O sociólogo, advogado, professor, escritor e cordelista José Walter Pires, natural de Ituaçu e brumadense por adoção, foi empossado como titular da Cadeira nº 31 da Academia Baiana de Educação. A solenidade ocorreu no dia 29 de maio, no auditório da Associação Cultural Brasil – Estados Unidos (Acbeu), e marcou a sucessão do professor universitário Manoel Joaquim Fernandes de Barros Sobrinho, fundador da Unifacs (Universidade Salvador), tendo como patrono da cadeira o médico e educador Manoel Carlos Devoto.

Em seu discurso, José Walter Pires destacou a relevância da Academia Baiana de Educação, fundada em 1982 e consolidada ao longo de 44 anos como referência no debate e na construção de políticas educacionais. Ele relembrou que a trajetória da Entidade foi marcada por reflexões sobre fundamentos filosóficos e questões pedagógicas essenciais para o aprimoramento do Ensino.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O novo acadêmico fez questão de homenagear Anísio Teixeira, patrono da Cadeira nº 8, ressaltando sua contribuição para a modernização da Educação brasileira e a experiência inovadora da Escola Parque. José Walter Pires relatou que sua formação em Ciências Sociais na Universidade Federal da Bahia foi influenciada por professores que o aproximaram das ideias de Anísio Teixeira e de Hermano Gouveia, e que essa vivência impactou sua atuação no Colégio Estadual de Brumado.

Ao homenagear seu patrono Manoel Carlos Devoto, o novo acadêmico destacou a trajetória do educador, que dedicou 36 anos ao Magistério, chegando ao cargo de Diretor do Liceu da Bahia, onde exerceu liderança firme e respeitosa.

Durante o discurso, o novo acadêmico também agradeceu ao presidente da Academia, professor Astor de Castro Pessoa, e ao acadêmico Alírio Fernando Barbosa de Souza, ressaltando suas contribuições à intelectualidade baiana.

José Walter Pires fez uma retrospectiva de sua carreira, lembrando sua atuação como vice-diretor do Colégio Estadual de Brumado a partir de 1970, período marcado pelo AI-5 (Ato Institucional nº 5), Decreto mais rígido e autoritário da Ditadura Militar brasileira, consolidando o endurecimento do regime e ampliando os mecanismos de repressão política e social. Ele destacou que, mesmo diante das restrições impostas pela Ditadura Militar, buscou incentivar uma postura crítica e reflexiva nos estudantes. “Buscávamos despertar nos alunos uma visão consciente e analítica da realidade”, afirmou.

Segundo José Walter, o trabalho desenvolvido em Brumado foi decisivo para atrair professores licenciados e consolidar o Colégio Estadual como referência educacional.

Após a aposentadoria, dedicou-se à produção literária, com 17 livros e mais de 100 cordéis publicados, além de participação ativa em diversas Academias Literárias e eventos culturais pelo país.

O novo acadêmico com a esposa Ivone Bernardino e os filhos Pablo Morais e Eric Pires. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Encerrando sua fala, agradeceu à família e aos amigos presentes e resumiu sua trajetória com uma frase emblemática: “Vim, vi e venci, como amante da Educação, da Arte e da Cultura”.

Foto Capa: Reprodução/Redes Sociais

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