Levar o pet na viagem de férias: sim ou não?

Como podemos proporcionar o melhor para os pets

Por: Juliete Conceição das Neves

Para muitos, férias é sinônimo de viagem e diversão. Na maioria das vezes o propósito da viagem é sair da rotina por alguns dias. Essa questão se torna mais complexa quando as famílias têm animais, portanto a pergunta sempre é: Posso levar o pet na viagem de férias?

A docente e médica veterinária do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Unime Itabuna, Aisla Silva, responde “A resposta pode ser negativa ou positiva, mas depende de alguns fatores, como por exemplo: qual é o destino da viagem? São muitas opções de lugares para as férias como praia, sítio, hotel fazenda, acampamento, resorts, casa da família etc. Em determinados locais que proporcionam contato com a natureza há prevalência maior de insetos e parasitas, como aranhas, escorpiões, mosquitos, carrapatos, pulgas, entre outros. Além disso alguns lugares podem ser endêmicos para certas enfermidades, isso significa que temos a presença de algumas doenças ou agentes com maior incidência, quando comparamos com outros locais”.

Além desses pontos, é necessário levar em consideração os fatores relacionados com a adaptação e comportamento do pet. Essa questão é muito particular de cada animal, como: o gato não é adepto a mudanças e não gosta de sair da rotina, essas alterações podem provocar estresse e ansiedade, levando a uma queda na imunidade, causando danos à saúde; e os cães não apresentam tanta restrição nas alterações em sua rotina, mas alguns cachorros, também, podem desenvolver questões psicossomáticas durante a viagem.

Outros aspectos que precisam de atenção e ser esclarecidos, antes de qualquer tomada de decisão, quando está sendo estudado onde o pet ficará durante a viagem:

– O pet permanecerá no mesmo quarto que o dono ou o hotel/pousada tem um canil?

– Esse local será próximo do quarto?

– O pet ficará em contato com outros cães?

– Esses cães serão do mesmo porte que o seu cão?

– Seu pet está com a vacinação em dia?

– Os outros animais estarão vacinados e bem de saúde?

– Meu pet permite socialização? Os outros animais serão sociáveis?

– Existe um controle por parte do estabelecimento exigindo um atestado de boa saúde do animal?

Caso a escolha seja que o pet fique em casa, é necessário observação e acompanhamento durante todo o período de viagem. Importante que tenha uma companhia de confiança e que goste de animais, que já o conheça e que ele também conheça essa pessoa, isso facilitará a convivência e dia a dia. Entre os cuidados essenciais estão: higienização do ambiente, troca e limpeza dos potes de água, alimentação entre duas ou três vezes no dia, passeios regulares, brincadeiras, atenção e carinho.

Aisla apresenta outra opção, caso as anteriores não sejam possíveis “Caso não tenha pessoas próximas, é possível contratar uma Pet Sitter, babá de animais, ou até mesmo uma creche para o colocar enquanto estiver na viagem. Esses serviços normalmente tranquilizam os tutores porque encaminham, diariamente, imagens e informações dos pets. Mas antes da viagem é importante adaptar os animais ao novo ambiente e ajudar no reconhecimento das pessoas com quem ele ficará no período de ausência do tutor. Caso contrário, os pets podem sofrer com estresse e ansiedade, ocasionando em mudança de comportamento, como falta de vontade de se alimentar. Importantíssimo, procure por indicações e avaliações desses serviços, pesquise muito bem antes de contratá-los”.

A prevenção é o melhor remédio, por isso procure o médico veterinário do seu animal antes da viagem. A consulta verificará a saúde do pet, como: vacinas, exames, vermífugos, controle de pulgas e carrapatos. “O profissional também irá passar as informações sobre prevenção de doenças, sinais de atenção para mudanças comportamentais e os pontos a serem observados sobre o local da viagem. Essa conversa ajudará os tutores a decidir o que é melhor para o seu cão ou para o seu gato” ressalta a especialista.

 

 

 

Foto de Capa: Reprodução Zoom

Jornal do Sudoeste

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