Mensagens com dinheiro público

Que político brasileiro ama fazer média com o povo, isso nós já sabemos, sobretudo em datas comemorativas. São em datas festivas, que você abre os jornais e lá estão eles nas fotos vestidos em paletós e gravatas com um montão de mensagens que para nada servem, apenas falsos sentimentos. Tem coisa mais nojenta do que isso? É sempre a mesma coisa, ano após ano. Por exemplo, 1º de Maio, conhecido também como dia do trabalhador, que deveria se chamar; dia dos enganados pelo poder público, dia dos traídos pela politicagem, dia da massa falida de trabalhadores, ou quem sabe dia do engodo dos politiqueiros que prometem e não cumprem. Só quem ganha aldímices salários a custa do trabalhador, tem motivos para comemorar e publicar mensagens falsas sobre a vida de quem trabalha arduamente em troca de umas moedas. Tem aquele político sacripanta que vai mais além; gasta horrores com correspondências, para depois pisotear em quem o elogia e o apoia. Os mesmos “caras de pau” que mandam mensagens em favor do povo são os mesmos que votam contra quem ganha pouco neste país. Os políticos que mandam mensagens pífias em datas comemorativas são os mesmos fascistas que mandam a polícia massacrar os trabalhadores, quando estes vão às ruas lutar por seus direitos. De camarote, estes mesmos fascistas assistem a tudo e ainda criticam as lutas de classes. No dia de eleições então, o trabalhador vira a donzela mais linda do castelo, mas só enquanto o gatufândico precisar do seu voto. Nesta mesma data, os piores políticos, hoje em maioria, lembram até do nome de alguém e as datas de aniversários; mandam flores, fazem festinhas, dizem que dessa vez tudo vai melhorar, que amam a cidade, que adoram animais, que são tementes a Deus, que já foram pobres, que são honestos, que vão cassar os corruptos, que são amigos de todo o mundo, e muito blá, blá, blá. Político brasileiro, também ama aparecer nas colunas sociais até de jornal de cemitério. É tanta mentira em forma de mensagens escritas por políticos da pior qualidade, que deveríamos criar anualmente o prêmio Pinóquio do cinismo político.

Júlio César Cardoso

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado. Balneário Camboriú-Santa Catarina.
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