Monumentos literários

Está fazendo quase dois anos que o mural de Franklin Cascaes o nosso grande escritor e pesquisador da cultura açoriana e do folclore catarinense foi retratado em painel de 34 metros de altura por 12 metros de largura, na capital catarinense, Florianópolis.

Dá-me orgulho ver que nossos artistas contemporâneos – como aqueles que estão pintando os murais – estão colocando nossos grandes nomes das letras ao alcance dos olhos de toda a gente, para que nos lembremos de que eles existiram, graças a Deus, e que a obra deles está aí, para que a conheçamos e a admiremos, para que a gente volte a lê-la e a divulgá-la, pois é um patrimônio cultural eterno. Precisamos valorizar a obra de nossos grande s escritores, precisamos incentivar a sua leitura, pois sua obra merece ser recriada sempre e sempre.

Depois de nosso Cascaes, o escritor que estabeleceu a magia da Ilha, com suas histórias fantásticas de boitatás, lobisomens, fantasmas, feiticeiras, bruxas e embruxados no cenário da Ilha de Santa Catarina e do mar de Coqueiros, no continente, com suas pedras gigantes brotando do mar, que seriam as bruxas petrificadas, tivemos o nosso poeta Cruz e Sousa. O Grande Cisne Negro, o maior simbolista brasileiro, está com o cisne que o identifica e um seu poema, “Devaneio”, em outro conjunto de murais. Obra monumental, que coloca o maior poeta catarinense à frente de nossos olhos para que busquemos a sua obra e usufruamos dela, para que incentivemos a sua leitura, pois é a obra-prima de um dos maiores poetas brasileiros.

E agora é a vez de Antonieta de Barros. Foi concluída agora mais uma grande obra de arte urbana na parede lateral do Edifício Atlas, na Rua Tenente Silveira Nº 200, em Florianópolis.
Antonieta de Barros (1901-1952), foi professora, jornalista e escritora e primeira mulher a ser eleita no Brasil: foi deputada estadual entre 1935 e 1937.

Então, para nossa felicidade e orgulho, a capital catarina fica mais bonita, com o painel da nossa querida Antonieta de Barros no Edifício Atlas;  pouco menos de 200 metros dali, ela poderá ‘avistar’ o rosto do poeta Cruz e Sousa (1861-1898), no mural do Museu Histórico de SC, na frente da Praça XV, que foi concluído em junho. Mais adiante um pouquinho, o mural de Franklin Cascaes, o escritor que tornou mágica a nossa Ilha. Nossos grandes nomes guardando a nossa cidade e lembrando que a obra deles, obras-primas, estão aí para que a recriemos, para a gente ler e indicar e, assim, tornar mais vivos esses personagens monumentais.

Jornal do Sudoeste

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