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Novembro Diabetes Azul no Cedeba reforça ações educativas

Por Ascom Cedeba

 

Em todo o mundo, 425 milhões de pessoas vivem com diabetes e 4,5 milhões morrem anualmente por causa da doença, segundo dados da International Diabetes Federation (IDF), responsável pelo Novembro Diabetes Azul, mobilização mundial que alerta para o crescimento da doença – considerada pandemia – e a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce. Tendo como tema este ano “Família DMe Diabetes”, a campanha destaca a importância da família no manejo da doença

No Brasil, onde os diabéticos são mais de 13 milhões – ocupa o quarto lugar entre os 10 países com maior população de diabéticos – uma sessão solene na Câmara dos Deputados marcou na semana passada o início da Campanha Novembro Diabetes Azul, cujo ponto alto será 14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes. A campanha marca a reinserção da data no Calendário da Saúde, do Ministério da Saúde, fruto de trabalho da Sociedade Brasileira de Diabetes ( SBD) da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes(ANAD)e ADJ Diabetes Brasil.

DIAGNÓSTICO TARDIO

No Brasil, as complicações do diabetes custaram ao Ministério da Saúde, no Brasil, em 2016, R$ 92 milhões. Isso reflete o diagnóstico tardio, uma vez que mais de 40% das pessoas só são identificadas (no caso de diabetes mellitus tipo 2 –DM2) quando já apresentam complicações. Muitas vezes, como explica a diretora do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia,(Cedeba), Reine Chaves Fonseca, o paciente sofre um enfarte, um Acidente Vascular Cerebral, um problema renal grave e no atendimento de emergência é identificado como diabético.

Para a diretora do Cedeba, o trabalho de educação em diabetes é fundamental para que as pessoas busquem um estilo de vida que dê espaço para os exercícios físicos e alimentação saudável, cuidados ainda mais necessários após o diagnóstico da doença. Não basta usar os medicamentos, mas mudar o estilo de vida, pontua a endocrinologista.

Muito importante para mudar o quadro atual, segundo Reine Chaves Fonseca, “é o fortalecimento da Atenção Básica”. O Cedeba – destacou – trabalha na capacitação do pessoal da capital e do interior, por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), porque como Centro de Referência, o Cedeba atende os casos de diabetes tipo 2, já com complicações, cuja demanda é muito alta – a SBD estima em 204 mil a população de diabéticos na Bahia.-.E atende também diabetes tipo1, em geral (representam em torno de 10% do total de casos de diabetes), cujos usuários são crianças e adultos jovens.

COMPLICAÇÕES

Uma das mais temidas complicações do diabetes, a retinopatia diabética, principal causa de cegueira no mundo terá destaque na programação do Cedeba no Dia Mundial do Diabetes este ano. No auditório do Centro de Atenção à Saúde, das 9 às 16 horas (horário corrido), a oftalmologista e retinóloga do Cedeba, Tessa Mattos, enfocará o tema “ Seus Olhos e Diabetes”.

Prevenir as complicações do diabetes, onde ser insere a retinopatia diabética, é muito importante. No mundo inteiro, a perda de visão por causa do diabetes tem aumentado assustadoramente. Entre 1990 e 2010, a quantidade de pessoas com perda de visão parcial ou total devido à doença subiu de 27% para 64%. Em 2010, uma em cada 52 pessoas teve perda de visão e uma em cada 39 pessoas ficou cega por causa da retinopatia diabética – desdobramento da doença que danifica a retina.

A baixa de visão olhos decorrentes de complicações da retinopatia diabética constitui grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, levando a altos custos diretos e indiretos para o sistema de saúde além do impacto social na vida do usuário.

O Cedeba também fará ações educativas no dia 14, das 8h30 às 16 horas, em espaços definidos como estações na sua sede: A Importância da Imunização, O Papel da Família e Comunidade, Prevenção das Lesões nos Pés, Alimentação Saudável no Contexto Familiar e Convivendo com o Diabetes.

O AZUL E O DIABETES

O Dia 14 de Novembro é celebrado como Dia Mundial do Diabetes desde 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com objetivo de chamar a atenção dos cidadãos e governantes para a doença que cresce em todo o mundo.

O símbolo do Dia Mundial da Diabetes é um círculo azul representando a união, e é também um símbolo universal de Vida e Saúde. O azul representa a cor do céu que une todas as nações da Terra e é também a cor da bandeira das Nações Unidas. O símbolo do círculo azul representa a unidade necessária da comunidade Global para responder à ameaça da pandemia de Diabetes.

Jornal do Sudoeste

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