Os desafios da próxima década

Os desafios da próxima década

 

 

Por: Brasil 61

 

Depois de atravessar a década mais desafiadora de sua história, a Vale tem pela frente outros grandes desafios: manter-se competitiva no mercado de minério de ferro, assegurar sua posição de liderança nesse mercado, se consolidar como importante player no mercado de metais que serão decisivos para a transição energética e ao mesmo tempo recuperar sua imagem perante a sociedade (bastante afetada após os acidentes de Mariana e Brumadinho), mostrando que pode produzir de maneira segura e sustentável, sem danos às pessoas e ao meio ambiente.

Oito décadas após sua criação, a Vale continua fortemente dependente do minério de ferro, que deu origem a sua criação. Tanto que, em 2021, o minério de ferro (incluindo pelotas) respondeu por cerca de 84% do total de suas receitas, que somaram, US$ 54,5 bilhões, um recorde na história da companhia. Os metais básicos (cobre, níquel, cobalto e outros subprodutos), cuja grande base de produção está no exterior, principalmente no Canadá, tiveram uma participação de 14,6% nas receitas.

E tudo indica que assim será no futuro, ou seja, a Vale continuará focada em minério de ferro e metais básicos, já que os pilares estratégicos definidos por sua direção para os próximos anos incluem a maximização do flight-to-quality no minério de ferro, transformação dos metais básicos, segurança e excelência operacional, novo pacto com a sociedade e disciplina na alocação de capital.

Manter-se competitiva no mercado de minério de ferro não é muito difícil, já que a empresa tem o privilégio de contar com as melhores reservas hoje conhecidas no mundo, localizadas na Província Mineral de Carajás, que possibilitam um custo de produção bastante competitivo em comparação aos concorrentes.

Considerando-se os recursos medidos e indicados divulgados no relatório anual de 2021, a empresa detém, nos estados de Minas Gerais e Pará, cerca de 14 bilhões de toneladas de minério de ferro com teor médio de 45,8% Fe, sendo que, desse total, cerca de 2,5 bilhões de toneladas (no Sistema Norte) possuem teor médio de 62,6% Fe. Pelas projeções da empresa, as reservas do Sistema Norte (as de melhor qualidade e que possibilitam menores custos de produção) devem durar até pelo menos 2062, ou seja, por mais 40 anos.

Para manter-se como player principal no mercado internacional do minério de ferro, a Vale estabeleceu como política aumentar sua capacidade de produção e incrementar a qualidade de seus produtos. Para o aumento da capacidade de produção, a empresa tem concentrado esforços na região de Carajás, principalmente no complexo S11D, inaugurado em 2016 e que atualmente já responde por mais de 23% do total de produção de minério de ferro da Vale (este foi o percentual de participação em 2021). A meta da empresa é atingir, em médio prazo, uma capacidade de produção de 400 milhões t, ou 85 milhões t a mais do que foi produzido em 2021. Do total da meta, 215 milhões t seriam obtidos no Sistema Norte, 113 milhões t no Sistema Sudeste e 69 milhões t no Sistema Sul.

Foto da capa: Divulgação/Brasil Mineral

Jornal do Sudoeste

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