Perspectivas para mais quatro anos de Dilma

Antes de qualquer coisa quero afirmar: nenhum dos candidatos preenchia o meu grau de satisfação. Primeiro porque acredito veementemente que o problema do Brasil é um problema de estado e não de governo federal. Segundo porque a linha entre PT e PSDB é tênue. São partidos que estão no poder por já dominarem o arsenal político e nem de longe representam a mudança para o país. Feitas essas considerações, vamos à análise:

Dilma venceu. Meus pêsames. Democracia é um sistema falho como qualquer outro. É a verdadeira ditadura da maioria. Uma ditadura consentida que se mascara no voto obrigatório. E pelo visto com o resultado que tivemos poderíamos dividir o país em dois não fosse o pacto federativo. Dilma e Aécio possuem eleitores de perfis completamente diferentes e em ambos encontramos as mais variadas nuances também.

Dilma chegou ao poder apoiada em seu braço forte, Lula. Caso contrário nunca teria sido eleita nem pela primeira vez. É desarticulada com as palavras e sua propaganda maior é ter sido a primeira mulher na presidência. Se a campanha de Lula apelou para o messianismo, a campanha de Dilma apelou para o sentimento de orfandade brasileira. O apelo emocional na sua campanha foi chamá-la de mãe, mãe duas vezes. A ideia é que o povo brasileiro se sentisse aconchegado no colo de uma avó.

A parcela que votou em Dilma está completamente mimada e ensandecida. Acham que podem tudo e possuem todos os direitos. Iludem-se achando que o estado não quebra. Nós vamos rachar e o choque de realidade para esses menininhos mimados vai ser grande. O estado não produz receita. Ele tributa para ter dinheiro. Nós fizemos a Copa, os planos assistencialistas só aumentam, as obras públicas não andam, nem aparecem. O cartão já estourou. Já já virão os juros sobre juros para tentar pagar essa zorra. Se é que é pagável. 

Júlio César Cardoso

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado. Balneário Camboriú-Santa Catarina.
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