POR ASCOM UESB VCA (ascom@uesb.edu.br)
Você sabe as consequências que o uso de cigarros eletrônicos pode acarretar à saúde? Tem conhecimento sobre como esses dispositivos podem afetar a saúde bucal dos usuários? Uma pesquisa desenvolvida no curso de Odontologia da Uesb mapeou o nível de conhecimento de estudantes universitários acerca do impacto do uso de cigarros eletrônicos à saúde geral e periodontal, termo que se refere aos tecidos que circundam os dentes, como ossos e gengiva.
Conduzido pelo estudante Pedro Henrique Cosendey, sob a orientação da professora Viviane Dourado, o trabalho de conclusão de curso apoiou-se em entrevistas realizadas com alunos de Odontologia e Matemática da Uesb, no campus de Jequié. Os universitários entrevistados foram questionados se fazem uso de cigarro eletrônico, se os dispositivos possuem nicotina, se são prejudiciais à gengiva, de que forma podem prejudicar a saúde de quem fuma, entre outras perguntas.
De acordo com levantamento bibliográfico feito pelos pesquisadores, que fundamentou o questionário aplicado aos estudantes, o uso de cigarros eletrônicos compromete, principalmente, o sistema respiratório, podendo causar lesões pulmonares e aumento da resistência das vias aéreas. O hábito também está diretamente ligado ao aumento do risco de diversos tipos de câncer, incluindo os de boca, cabeça, esôfago e pâncreas, com usuários sendo diagnosticados até 20 anos antes do que fumantes de cigarros tradicionais.
Em se tratando dos prejuízos à saúde bucal, um dos focos de investigação do estudo, os danos podem ser profundos e incluem o desenvolvimento de periodontite, que leva à destruição dos tecidos de suporte dos dentes e perda óssea. Um fator crítico apontado é a ação da nicotina, que atua como vasoconstritor e mascara sintomas de alerta, como o sangramento gengival.
ASSISTA: “Ciência na Uesb” celebra 5 anos do projeto em nova temporada
Déficit informacional – Os universitários ouvidos na pesquisa demonstraram falta de informação sobre os danos que o cigarro eletrônico causa. Enquanto 37% dos alunos de Odontologia deram respostas insatisfatórias ou não sabiam responder, o percentual entre os estudantes de Matemática chegou a 67%. “A maioria dos participantes reconheceu que o cigarro eletrônico é tão prejudicial quanto o convencional, embora poucos associassem seu uso às doenças periodontais ou sistêmicas”, relata Pedro Henrique.
Os graduandos em Odontologia demonstraram um nível mais elevado de conhecimento. No entanto, de acordo com o pesquisador, apesar de se tratar de um curso da área da Saúde, ainda foi perceptível um déficit de compreensão quanto aos reais impactos. Outro dado que chama a atenção diz respeito ao conhecimento sobre a presença de nicotina nos cigarros eletrônicos: a maioria dos alunos de Matemática entrevistados revelaram desconhecer esse fato.
Para Pedro Henrique, esses resultados apontam para a necessidade de maior divulgação de informações embasadas cientificamente, tanto dentro quanto fora do ambiente acadêmico. “Os resultados reforçam a importância de ações educativas e preventivas voltadas à conscientização sobre os malefícios dos cigarros eletrônicos, especialmente entre os jovens universitários, grupo particularmente vulnerável ao apelo desses dispositivos”, afirma.
Como a pesquisa foi feita? – O estudo foi realizado com 248 estudantes, que responderam 11 perguntas de múltipla escolha e duas perguntas discursivas. A pesquisa buscou comparar as respostas dos discentes do curso de Odontologia, cuja formação contempla conteúdos relacionados à periodontia, com as respostas dos alunos de Matemática, área que não mantém qualquer interface com as Ciências da Saúde.
“Mais estudos precisam ser realizados para ratificar a relação direta dos cigarros eletrônicos e a doença bucal e sistêmica, pois a comunidade acadêmica precisa, cada vez mais, estar atenta e orientar quanto aos danos causados pelo seu uso”, conclui Pedro Henrique. A pesquisa reitera, ainda, a urgência de políticas públicas de regulação e fiscalização mais efetivas quanto à comercialização e ao uso desses produtos.
Foto: Ascom/Uesb



rmf855
vlopn4
Çok değerli bilgiler, sağ olun! Web tasarım arayanlar: YTASoft
The things i have seen in terms of computer system memory is that there are requirements such as SDRAM, DDR etc, that must fit the specs of the motherboard. If the computer’s motherboard is kind of current and there are no operating-system issues, upgrading the memory space literally usually takes under an hour or so. It’s one of the easiest computer system upgrade types of procedures one can envision. Thanks for expressing your ideas.