Pesquisa da Uesb sobre efeitos tóxicos da amburana é premiada

Por Assessoria de Comunicação da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb)

 

“Foi muito importante receber esse prêmio em um congresso de abrangência internacional, pois nos permitiu, orgulhosamente, representar a Uesb e sinalizar que a nossa Instituição produz muitas pesquisas de qualidade, realizadas por pesquisadores qualificados e que revela o potencial dos nossos discentes e os incentiva na pratica da ciência”. Foram com essas palavras que a professora Bárbara Dantas Fontes, do Departamento de Ciências Naturais (DCN) da Uesb, falou sobre a conquista do primeiro lugar no 4º Congresso Internacional das Ciências Agrárias (Cointer 2019). Promovido pelo Instituto Internacional Despertando Vocações, o evento foi realizado em Recife, Pernambuco, no último mês de dezembro.

O prêmio foi alcançado com a pesquisa “Exposição de bioindicador a extratos aquosos e a fitoterápico comercial de amburana e suas implicações na proliferação celular”, desenvolvida em parceria com o aluno do curso de Agronomia, Matheus Dias Santos. O estudo possibilitou a identificação de elementos tóxicos à saúde humana encontrados na Amburana cearensis ou, simplesmente, amburana, planta muito utilizada pela medicina popular.

 

O estudante Matheus Dias Santos e a professora Bárbara Dantas Fontes, autores das pesquisas. Foto: Divulgação/ Ascom Uesb.

Sobre a pesquisa – Os dois pesquisadores já vêm desenvolvendo uma série de estudos sobre o uso da amburana. Na primeira pesquisa, a planta teste (bioindicadora) utilizada foi alface. Já na pesquisa mais recente, os testes foram feitos com a utilização da cebola. “Nesta nova pesquisa, além do novo bioindicador, testou-se, em um período de 24 horas, o efeito de três diferentes concentrações do extrato aquoso de amburana e de um fitoterápico de amburana, sobre as células meristemáticas da cebola”, explica a docente.

Dessa forma, foram comprovados os efeitos negativos da proliferação celular de cebola exposta a diferentes concentrações de extrato aquoso da amburana e a um fitoterápico natural composto pela planta e comercializado em casas de produtos naturais e na internet.

De caráter inovador e pioneiro, a descoberta coloca a população em alerta para o consumo consciente da planta e de essências que contêm o extrato de amburuna, já que foram encontrados resquícios de substâncias tóxicas que, ingeridas em alta dosagem, podem gerar efeitos cumulativos que retardam ou excluem as vantagens terapêuticas da planta medicinal. “A constatação desses efeitos serve de alerta de que as plantas medicinais não estão livres de efeitos ou reações indesejáveis, servindo para orientar quanto à necessidade de serem consumidas com cautela e seguindo o que preconiza a literatura”, reforça a pesquisadora.

Os resultados encontrados também servirão de subsídios para alimentar e orientar novas pesquisas direcionadas para a comprovação das características farmacológicas, propriedades químicas e posologia que asseguram o uso consciente da amburana.

 

Foto de Capa: Divulgação/ Ascom Uesb.

Jornal do Sudoeste

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