Pesquisa revela que adultos entre 38 e 45 anos são os que mais consomem livros digitais

O levantamento apontou que livros resumidos sobre empreendedorismo foram os mais lidos entre mais de 3 mil pessoas na pandemia

Por Renata Azzi 
Uma pesquisa inédita realizada pelo aplicativo 12min, com mais de 3.400 usuários do app, revelou que os livros em formato digital ganham mais adeptos com leitores acima de 30 anos. O levantamento apontou que 27% desses leitores digitais possuem entre 38 e 45 anos, sendo a maioria dos fãs por e-books. Em seguida estão os adultos entre 31 e 37 anos (23%); acima dos 46 anos (23%), e entre 18 e 30 anos (21%). Apenas 5% dos adolescentes entre 10 e 17 anos consomem livros digitalizados. “A digitalização de tudo trouxe uma série de informações de vários lugares ao mesmo tempo. As pessoas mais velhas tendem a ter menos tempo, inclusive para ler, e os e-books resumidos acabaram protagonizando entre as pessoas acima dos 30”, conta Guilherme Mendes, CEO do 12min, app que resume livros para serem lidos, em média, em 12 minutos.

Entre os estados que mais consumiram livros digitais, São Paulo está no topo da lista, com 33% dos leitores; Rio de Janeiro (11%); Minas Gerais (10,5%); Paraná (5,99%), e Distrito Federal (5,85%). Das categorias de maior interesse dos grupos citados, os temas ligados aos negócios têm 19,65% do interesse, seguido por esportes e atividades correlacionadas, como yoga e meditação (11,83%).

“Para os nossos leitores, os livros de empreendedorismo continuam sendo os mais lidos do app. Porém, durante a pandemia, o tema Mindfulness foi o que mais cresceu no número de leituras. Sobre o nosso acervo, que conta com mais de duas mil e quatrocentas obras de não-ficção em português, inglês e espanhol, mensalmente procuramos dedicar 35% da produção de microbooks para a categoria de Mindfulness”, afirma Mendes. Para ele, isso também reflete o interesse por lições e informações a respeito de negócios, em um período de crise que afetou muitas empresas. “O empreendedor quer realizar leituras rápidas, que contenham os pontos mais importantes, para que ele possa absorver o máximo de conhecimento diverso, com tempo para ler novas obras”, ressalta.

O levantamento também traz sobre o que os leitores mais procuram em uma leitura. Para 26,69% informações sobre conhecimentos gerais são as mais buscadas; 16,85% querem saber sobre desenvolvimento pessoal; 5,09% a respeito de entretenimento; e 3,19% autoajuda.

O aplicativo 12min, que possui um acervo com mais de 2.400 obras de não-ficção, condensadas com os pontos mais importantes em áudio e texto, cresceu 66% no ano passado e já é lido por mais de 3 milhões de usuários no mundo. Desde o início da pandemia, mais de 800 novas obras resumidas foram lançadas, e houve um registro de mais de 2 milhões de leituras em 2020. “Esses números mostram a força dos microbooks atualmente. Realizar leituras resumidas não elimina o desejo de ler uma obra completa, ao contrário, nossos usuários relatam ainda mais vontade de consumir uma obra inteira, após absorverem o resumo no aplicativo”, diz Mendes.

O 12min apurou de seus usuários em quais momentos eles mais utilizam o aplicativo, para ler ou ouvir livros. Entre os que consomem as obras enquanto descansam ou estão com o tempo livre, estão 44% das pessoas; 14% durante alguma atividade física; 11% no trânsito, e 3% durante as refeições. “Os audiobooks facilitam àqueles que têm menos tempo livre. O principal diferencial é a experiência de mãos livres. Com o audiobook, a pessoa pode estar no carro, por exemplo, e vai poder ouvir, aprender e se autodesenvolver. Inclusive, temos uma parceria com a Volkswagen e alguns veículos já possuem o aplicativo instalado”, relata. Com a possibilidade de aproveitar o tempo de deslocamento e a não necessidade de precisar ler, 52% dos entrevistados no estudo disseram ler ou escutar livros em seus carros particulares.

Foto de Capa: Divulgação.

Jornal do Sudoeste

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