Por que investir em renda fixa?

Por: Iasmin Divani 

O rendimento fixo é a forma de investimento mais procurada pelos investidores que buscam rendimentos mais estáveis e estabilidade.

Muitas pessoas começaram a ter dúvidas se ainda vale a pena investir em rendimento fixo com taxas de juro a mínimos históricos. A resposta é sim, especialmente se for novo no mundo do investimento e não quiser correr demasiados riscos. Isto porque a renda fixa é a forma mais segura de investir o seu dinheiro.

 

Como funciona a Renda Fixa?

 

Estes exemplos têm a possibilidade de trabalhar em 3 possibilidades: com produtividade pré-fixada, pós-fixada ou híbrida. No pré-fixado, já se sabe desde o início qual será a produtividade final do investimento.

 

No pós-fixado, esta produtividade dependerá de um índice ao qual o investimento será associado. Para dar um exemplo, os investimentos associados à taxa Selic irão variar de acordo com os reajustamentos deste indicador.

 

Mais notavelmente, o rendimento fixo pós-fixado está associado aos indicadores económicos CDI, IPCA e a nossa Selic. Por conseguinte, muitas pessoas interrogam-se se a baixa taxa Selic é prejudicial aos seus investimentos de rendimento fixo. Mesmo que dependam de um índice, os títulos de taxa variável continuam a estar associados à estabilidade do rendimento fixo.

 

Os híbridos são investimentos compostos por componentes fixos e pós-fixados. Para além da produtividade, outro aspecto chave do rendimento fixo é a liquidez (tempo para vender e entrar ao custo da obrigação), que varia de acordo com o investimento e a instituição financeira selecionada.

 

Quanto é que o rendimento fixo rende?

 

Mesmo com as taxas de juro a subir, a inflação continua a comprimir o desempenho dos investimentos financeiros. Com a taxa Selic a 9,25%, a regra da produtividade das contas de poupança mudou. Agora, com a taxa de juros acima de 8,5% por ano, ela rende 0,5% por mês mais a taxa de referência (TR).

 

De acordo com os cálculos, o rendimento nominal a 12 meses é agora de 6,17%. Tendo em conta que a inflação implícita calculada pela Anbima para os próximos 12 meses é de 6,06%, a produtividade real da poupança é positiva em 0,10% por ano.

 

Uma vez que a questão é de rendimento fixo, é essencial ter em conta o CDI. O investidor também não deve esquecer o imposto sobre o rendimento cobrado sobre o rendimento. Excluindo LCI, LCA, CRI e CRA e obrigações incentivadas, os investimentos continuam a ser tributados por IR regressivo, que varia entre 22,5% e 15%, dependendo do prazo. Quanto mais longo for o período de reembolso, mais baixo será o IR cobrado:

 

– Taxa de imposto de 22,5% (até 180 dias).

 

– Taxa de imposto de 20% (de 181 a 360 dias)

 

– 17,5% de taxa de imposto (de 361 a 720 dias)

 

– 15% (mais de 720 dias)

 

Para além do IRPF e do termo de investimento, é interessante observar as taxas de gestão ou de defesa que vários investimentos têm.

 

Poupança ou BDC?

 

O BDC e a Poupança são “investimentos” de rendimento fixo, ou seja, sabe exatamente quais serão as condições de desempenho no momento em que fizer o investimento. Note-se que “investimentos” está entre aspas porque a poupança não é um investimento na prática, mas uma conta que pode ser aberta em vários bancos.

 

A poupança tem uma produtividade de 70% da Selic e, para ser rentável, o seu dinheiro precisa permanecer inativo durante um período de 30 dias. Não está sujeito ao imposto sobre o rendimento.

 

O CDB é um investimento financeiro no qual empresta dinheiro ao banco e em troca paga-lhe uma taxa de juro. Os investimentos no BDC são rentáveis todos os dias.

 

Vantagens do rendimento fixo

 

Em ambos os últimos anos, as taxas de juro na economia caíram, o que também influenciou os investimentos de rendimento fixo.

 

Atualmente, com a taxa Selic a 6% ao ano e o IHPC a 3,22% (dados de Agosto de 2019), muitos questionam se ainda vale a pena investir nesta forma.

 

Se também se expuser a esta mesma questão, é importante conhecer os benefícios e problemas das aplicações de rendimento fixo.

Segurança

A grande maioria dos investimentos de rendimento fixo permanece coberta pelo Fundo de Garantia de Crédito (CGF). Uma espécie de “reserva de emergência” para as instituições financeiras.

 

Em termos práticos, se a organização emissora dos seus títulos entrar em falência, o FGC assegura o retorno de até 250 mil reais dos seus investimentos.

 

Produtividade

 

A produtividade dos investimentos de rendimento fixo é estável e frequente, o que é ideal para aqueles que possuem a construção de riqueza como um objetivo ou anseiam viver de rendas. Além disso, é possível descobrir bens que pagam acima dos 100% do CDI.

 

Previsibilidade

 

A virtude do rendimento fixo sobre ações é notável: quer seja pré-fixado ou pós-fixado, o cálculo do rendimento dos títulos é pré-estabelecido e, portanto, mais previsível.

 

Note-se que isto não significa previsibilidade absoluta: em tempos de crise, a oscilação de indicadores como o IHPC, o Selic e o CDI pode surpreender até os investidores experientes, como foi inicialmente o caso da doença pandêmica, uma vez que o mercado de crédito privado foi confrontado com uma crise de liquidez.

Liquidez diária

 

Existem títulos de rendimento fixo com liquidez diária, tais como Tesouro Direto, alguns CDBs e LCI/LCAs. Podem ser chamados em qualquer altura, o que é ideal para reservas de emergência e para aqueles que vivem de rendas.

 

Desvantagens da Renda Fixa

 

Como qualquer tipo de investimento, o rendimento fixo também tem desvantagens em comparação com outros investimentos.

 

Menores retornos

 

Como regra geral, os investimentos mais seguros, tais como rendimentos fixos, oferecem rendimentos mais modestos. Isto é claramente porque não precisa de pagar um prémio de risco suficientemente elevado.

 

A inflação elevada é outro elemento que corrói a produtividade de vários títulos de rendimento fixo, especialmente os de poupança e os ligados aos gigantes da banca.

 

Taxas

 

O investimento em rendimento fixo tem taxas e impostos, por exemplo, no Tesouro Direto existe o IOF e a taxa de proteção que é cobrada sobre os lucros.

 

Contudo, em outros termos, comuns na maioria dos investimentos. A sua preocupação ao escolher os ativos deve ser a produtividade real (rendimento bruto menos taxas).

 

Conclusão

 

A renda fixa é um tipo de investimento que proporciona retornos estáveis e regulares. Por conseguinte, é muitas vezes bastante adequado para investidores principiantes.

 

 

 

 

 

Foto de Capa: Reprodução Suno

Jornal do Sudoeste

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