Preço do Feijão voltará as manchetes

Com a queda na produção de Feijão em 2016, que gerou a maior alta dos últimos tempos, a recuperação dos preços dependia do volume de colheita de 2017. Como o Instituto Brasileiro do Feijão & Pulses (Ibrafe) já previa desde o início do ano, a área não foi a ideal para dar tranquilidade e há uma diminuição da oferta, principalmente do Feijão-carioca.

 

“Qualquer tipo de problema climático poderia gerar o caos. E isso está começando a acontecer agora. A tendência é que a oferta diminua e que os preços subam para consumidor”, informou o presidente do conselho do Ibrafe, Marcelo Eduardo Lüders.

 

Esse efeito já pode ser sentido em algumas negociações recentes, já que a escassez do produto dá um poder maior de negociação para os agricultores e refletirá em seguida nas gondolas.

 

“Históricamente, é sabido que o Feijão sendo vendido a R$2 ou a R$10 reais sairá na mesma quantidade. O consumidor reclama, mas não tem muito o que fazer, já que se trata de um alimento insubstituível na mesa dos brasileiros”, completou Lüders.

 

O que o Ibrafe recomenda é que o consumidor procure o Feijão-preto no momento, que está com o custo mais baixo na prateleira.

 

CENÁRIO

 

Até a colheita da terceira safra, que começa a ser plantada agora, não há previsão de queda, ao contrário, a expectativa é de que os preços continuem subindo acompanhando diretamente a redução drástica na colheita.

 

A geada que ocorreu no final do mês de abril no sul do Paraná também contribuiu para que houvesse essa redução de oferta.

O Ibrafe irá continuar acompanhando o cenário para manter todos os envolvidos na cadeia produtiva devidamente informados.

Redacão Jornal do Sudoeste

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