POR LUCIMAR ALMEIDA (lucimaralmeidajs@gmail.com)
O ministro Kássio Nunes Marques, Relator do Inquérito da Operação Overclan no Supremo Tribunal Federal, que investiga uma suposta organização criminosa responsável por fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro, revogou a decisão de 16 de outubro do ano passado, que afastou do cargo o prefeito de Riacho de Santana, médico João Vitor Martins Laranjeira (PSD).
Com a decisão, divulgada na segunda-feira (2), João Vitor Martins Laranjeira (PSD) retornou ao cargo que vinha sendo ocupado interinamente pelo vice-prefeito Tito Eugênio Cardoso de Castro (Podemos).
Reintegrado ao cargo, João Vitor Laranjeira retornou ao município e foi recepcionado com festa na entrada da cidade, na noite da terça-feira (3), por um expressivo número de apoiadores.
Ainda em Brasília, na segunda-feira, onde acompanhou com seus advogados a decisão do ministro Kássio Nunes Marques, que restabeleceu o mandato à frente da Prefeitura de Riacho de Santana, João Vitor Martins Laranjeira, através das redes sociais, enfatizou que nova decisão do Supremo Tribunal Federal restabelecia a Justiça, ressaltando que durante o período em que esteve afastado do cargo, manteve a consciência tranquila e a convicção que “a verdade prevaleceria”.
Sem justificar, João Vitor Martins Laranjeira (PSD), sugerindo ruídos na relação com seu padrinho político, o vice-prefeito Tito Eugênio Cardoso de Castro, que esteve à frente do município nos últimos 109 dias, ressaltou na postagem nas redes sociais, que o período (de afastamento) teria sido difícil para ele e para a população riachense, mas que estaria pronto para cumprir o restante do seu mandato. Esse também foi o mote do pronunciamento feito aos apoiadores na chegada à cidade, quando, além de ressaltar ser “um homem íntegro”, afirmou que estava de volta para “cuidar da cidade e da população”

Contatado pela reportagem do JS para se pronunciar sobre as declarações do prefeito João Vitor Martins Laranjeira, o vice-prefeito Tito Eugênio Cardoso de Castro (Podemos) – que assumiu a gestão municipal durante o afastamento do titular – preferiu não comentar. A postura reforçou especulações acerca de um possível rompimento político e pessoal.
Foto Capa: Reprodução/Redes Sociais




