Produção de feijão total deve alcançar 233,2 mil toneladas

Por Conab/Assessoria de Imprensa

 

O atual período é de grande relevância para a produção de feijão comum cores na Bahia. Foram semeados cerca de 161,5 mil hectares na terceira safra, representando a maior destinação de área entre todos os estados para esse ciclo da safra de feijão. A estimativa atual é de produção na ordem de 96,9 mil toneladas. Os dados são do 10º levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (8).

Quanto ao feijão comum cores cultivado em segunda safra, em alternância com a soja, as lavouras seguem em pleno desenvolvimento. O início da colheita já começou e deve se estender até agosto, com previsão de obtenção na ordem de 40,5 mil toneladas, em uma área plantada de 15 mil hectares.

Já para o feijão-caupi de segunda safra, cultivado após a colheita da soja, foram destinados cerca de 50 mil hectares. O manejo da cultura é realizado majoritariamente em condições de sequeiro. As condições climáticas estão oscilantes, mas as lavouras apresentam bom desenvolvimento. Atualmente, a cultura está em fase de maturação, e colheita, e a estimativa de produção final é na ordem de 51 mil toneladas (acréscimo de 86,8% em comparação a 2019/20).

Para a terceira safra de feijão-caupi, a projeção é que sejam destinados cerca de 8,5 mil hectares para o plantio da cultura nesse ciclo, representando redução de 15% em comparação à área semeada na temporada passada. Quanto à produção, a estimativa inicial é de 4,6 mil toneladas.

Algodão – Com a colheita de algodão iniciada, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma redução na produção total em comparação a 2019/20, alcançando cerca de 1,26 milhão de toneladas de algodão em caroço ou 507,5 mil toneladas de algodão em pluma (decréscimo de 14,9% em relação ao ciclo passado).

A Bahia é o segundo maior produtor nacional de algodão, mas nesse ciclo apresentou redução na área plantada em comparação à safra 2019/20, ficando em 269,2 mil hectares semeados, contra 313,7 mil hectares no período anterior. A diminuição é fruto da retração do mercado ocorrida durante a pandemia de Covid-19, que provocou a paralisação das vendas, além da erradicação de lavouras de segundo ciclo no centro-norte baiano visando o combate do bicudo, de acordo com o Plano de Defesa Agropecuária local.

Para mais detalhes sobre a produção de grãos na Bahia e no Brasil, acesse a íntegra do Boletim do 10º Levantamento – Safra 2020/21.

 

Foto de Capa: Bruno Marçal.

 

Jornal do Sudoeste

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