Produtores de gado começam a segunda etapa de vacinação contra febre aftosa

Campanha abrange 21 unidades da federação e vai durar todo o mês de novembro

Por: Lívia Braz/Brasil 61

Até o dia 30 de novembro, cerca de 161 milhões de bovinos e bubalinos deverão ser vacinados contra a febre aftosa no Brasil. A imunização faz parte da segunda etapa da campanha nacional de vacinação, que começa na próxima terça-feira (1º/11).

Aproximadamente 141 milhões de animais (bovinos e bubalinos) de todas as idades serão vacinados em 11 unidades da Federação (BA, ES, GO, MG, MS, MT, RJ, SE, SP, TO E DF) contra a doença. Estes estados compõem o bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-PNEFA). A febre aftosa é causada por vírus e causa febre e vesículas que se espalham pela boca e pés dos animais. E é considerada uma doença infecciosa grave.

Em outros 10 estados (AL, AM, CE, MA, PA, PB, PE, PI, RR E RN) serão vacinados os animais de até 24 meses, seguindo o calendário nacional de vacinação.

A fim de garantir a oferta de vacinas, alcançar boa cobertura e manter a imunidade do rebanho brasileiro, em abril deste ano o Ministério da Agricultura inverteu a estratégia de vacinação em alguns estados. O Chefe da Divisão de Febre Aftosa e Outras Doenças Vesiculares do Ministério da Agricultura, Gabriel Sanchez, explica essa inversão.

“Isso quer dizer que esses estados vacinaram os animais até 24 meses na primeira campanha, em maio e vão vacinar o rebanho inteiro, agora na segunda campanha, em novembro. Os estados não só do bloco IV mas também dos demais estados que ainda usam a vacina é importante que alcancem altos índices de vacinação como historicamente a gente tem alcançado, porque são estados que ainda utilizam a vacinação como ferramenta da prevenção da febre aftosa.”

Em alguns estados do país, como é o caso de Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santos e Distrito Federal, a vacinação contra a febre aftosa será suspensa graças à ausência da doença nesses locais.

Segundo o médico veterinário Rafael Renalt, o trabalho de erradicação da doença no Brasil existe há mais de 50 anos. Com isso, quase metade do rebanho do país, de 114 milhões de bovinos e bubalinos, deixará de ser vacinado.

“A vacinação é importante porque ela vai servir como controle da doença e um controle que a gente vai fazendo ao longo dos anos até a erradicação completa da doença que é o que está acontecendo agora no país.”

Perigos da doença

A febre aftosa gera muitos prejuízos para o rebanho.  Os países que compram carne e leite do Brasil exigem que o rebanho esteja livre da doença. Com relação à saúde do animal, o veterinário explica quais são os sintomas. “Para o animal vai gerar dificuldade alimentar, de locomoção, perda de tetas e a diminuição da produção e morte de animais jovens, ou seja, para o produtor o animal vai vir a óbito, além da taxa de contaminação.”

O departamento de saúde Animal do Mapa aguarda a evolução dos demais estados para que o país ganhe o reconhecimento internacional de zona livre sem vacinação junto à Organização Mundial da Saúde Animal.

Hoje, no país, apenas os estados do Sul: Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, além de Acre, Rondônia e partes do Amazonas e Mato Grosso possuem certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Foto de capa: Divulgação/Mapa

Jornal do Sudoeste

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