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Professor da UESB atua no reconhecimento do Boi Bumbá como Patrimônio Cultural

Por Ascom/Uesb

O Complexo Cultural do Boi Bumbá do Médio Amazonas e Parintins, uma das expressões culturais mais tradicionais do país, foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil, na 90ª reunião do Conselho Consultivo, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), realizada no dia 8 de novembro, em Belém (PA).

O professor Rogério Luiz Silva, do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas (DFCH), campus de Vitória da conquista, representou a Uesb na construção do dossiê apresentado ao Conselho do Iphan, para o reconhecimento. A equipe, composta por sete pessoas, foi coordenada pelo professor Edson Farias, da Universidade de Brasília (UnB), e demorou três anos para  finalizar a pesquisa. O grupo passou pelos principais lugares onde a festividade ocorre: Parintins, que tem a festa mais famosa; Itaquatiara e Maués, interior do Amazonas, onde as festas são menores, conhecidas como Boi de Terreiro.

Boi de Terreiro – Foto: Rogério Luiz

Segundo o professor Rogério, o dossiê traz respostas para algumas perguntas importantes sobre o Boi Bumbá. “O que essa manifestação enfrenta de dificuldade, qual a composição histórica, qual a delimitação geográfica, como se mantém, quem ela envolve, quais os apelos de identidade que ela evoca, quais os elementos e musicalidade que compõem a festa, a condição cênica e quais são as inter-relações dessa festa com uma dinâmica sócio histórica”.

O docente ressalta que os diagnósticos contidos no dossiê são importantes para que o poder público veja como pode atuar na manutenção cultural brasileira. “Esse reconhecimento insere a festa num conjunto de outras festas que são muito importantes para a cultura brasileira. Nós temos muitos elementos sólidos, para dar base e sustentação, para a constituição de políticas públicas, no sentido de preservar esse bem”, afirma o professor.

Foto: Rogério Luiz

Boi Bumbá – Cheio de drama, enredo, danças e múscompletar)ica, o Boi Bumbá é uma manifestação cultural festiva, típica da região amazônica. O festejo, que ocorre com mais frequência durante o período junino, tem influências indígenas, negras e nordestinas, e segundo o conto popular, teria chegado à Amazônia por meio das missões jesuíticas de catequização, ao longo do século 17.

A festividade apresenta sempre a mesma história, de uma mulher que está grávida e com desejo de comer língua de boi. O marido mata o boi favorito do dono de uma fazenda, para satisfazer o desejo da esposa; o fazendeiro descobre e começa a caçada ao casal. Após o desenrolar da história, a comemoração começa ao redor do boi, que ressuscita.

Existem três formas diferentes de brincar o Boi Bumbá: o Boi de Terreiro, que apresenta o rito de morte e ressurreição do animal; O Boi de Rua, que é apresentado em qualquer espaço urbano; e o Boi de Arena/palco, quando dois grupos de Boi Bumbá, o Garantidoe o Caprichoso, se revezam em apresentações competitivas, no espaço conhecido como Bumbódromo, na cidade de Parintins.

Redacão Jornal do Sudoeste

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