Professora da UniFG, dermatologista ensina como cuidar da pele no verão e se prevenir contra o câncer e outra doenças

Por: Gisele Almeida

Quando a estação mais quente do ano chega, é necessário lembrar que os cuidados com a pele nesse período devem ser redobrados, a fim de mantê-la saudável e diminuir o risco de câncer de pele e outras doenças. Além disso, a exposição solar sem proteção pode provocar queimaduras e o envelhecimento precoce da pele. 

É por isso que todos os anos, no início do verão, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove a campanha Dezembro Laranja, que tem como foco a conscientização acerca das medidas para prevenção ao câncer de pele. 

Neste verão, a SBD estima que com a queda nos indicadores de morbidade e de mortalidade relacionados à Covid-19, as praias e os espaços abertos voltarão a ser ocupados com muito mais intensidade. Com a mensagem central “Adicione mais fator de proteção ao seu verão”, o Dezembro Laranja reforça a necessidade de a população agregar à sua rotina as medidas necessárias que garantam uma exposição ao sol sem danos para a pele.

Nesse sentido, a professora do curso de Medicina do Centro Universitário UniFG, dermatologista Gilberta Kumaira, enumerou alguns cuidados essenciais que quem pretende frequentar piscinas, clubes, praias e outros espaços abertos devem tomar. Contudo, a médica ressalta a necessidade de ainda se prestar atenção às recomendações das autoridades sanitárias contra o Coronavírus, evitando aglomerações nesses ambientes. Confira as dicas a seguir:

 

  • Garantir uma hidratação intensa, tanto oral quanto tópica. É necessário ingerir bastante líquido, que pode ser água ou água de coco e suco de frutas natural. Além da ingestão hídrica, que deve ser maior nesta época, a especialista reforça a importância de fazer uma hidratação adequada da pele, usando produtos apropriados para cada tipo de pele. “Essa hidratação deve ser feita imediatamente após o banho. Então, no máximo 3 minutos após o banho, porque o hidratante precisa de um pouco de umidade da pele para penetrar melhor na camada da epiderme”, completa.
  • Evitar banhos quentes. Obanho quente retira a proteção natural da pele, piorando a qualidade da mesma. Sendo assim, a dermatologista recomenda que as pessoas evitem banhos quentes e o excesso de banhos.
  • Utilizar corretamente o protetor solar. O protetor solar deve ser reaplicado a cada duas horas, sempre 30 minutos antes de iniciar a exposição solar. “Porém, se você entrou na água, mesmo que não tenha dado as duas horas ainda, mesmo que o protetor indique que é a prova d’água, você deve reaplicar imediatamente, senão perde a eficácia. Nós temos hoje as roupas com protetor solar, que também ajudam bastante. Então, temos blusas, temos chapéus, luvas, que seriam uma excelente indicação para aquelas pessoas que têm dificuldade de estar aplicando o próprio protetor solar”, alerta a Dra. Gilberta Kumaira.  
  • Consumir alimentos ricos em licopeno e vitamina C, que ajudam a prevenir o envelhecimento precoce e reparar o dano celular. O licopeno é um antioxidante, presente em alimentos como tomate e frutas vermelhas. A médica indica, ainda, o consumo de alimentos como castanha do pará, chocolate amargo e chá verde, que possuem nutrientes com ação antioxidante, anti-inflamatória e protetora da pele“São alimentos que são de grande importância para consumirmos no nosso dia a dia”, disse a médica. Além desses, a especialista também recomenda alimentos para quem deseja potencializar o bronzeamento da pele, ricos em betacaroteno, como cenoura, acerola, beterraba, abóbora, mamão e folhas verde escuro.
  • Não esquecer da proteção ocular. É importante, ainda, utilizar óculos apropriados para proteção do globo ocular. “A gente sempre fala do protetor solar tópico, as roupas com proteção solar, mas a gente as vezes acaba esquecendo da utilização do óculos de sol, que também é fundamental para estar protegendo, para evitar danos à retina”, explica a dermatologista.
  • Atenção redobrada para as micoses. Além da questão do maior risco para câncer de pele, com a associação de sol, areia, praia, piscina e suor, pode ocorrer um aumento da proliferação das micoses. A médica afirma que após entrar no mar ou piscina, é importante que as pessoas tomem banho com água doce e sequem adequadamente todas as partes e dobras do corpo que podem ficar úmidas: “Tem que estar hidratando também essa pele para não ter um aumento do risco de ressecamento, causando outros tipos de alergias”. Além disso, é preciso evitar permanecer com roupas molhadas e evitar praias consideradas impróprias para banhos ou piscinas não adequadamente tratadas. 

 

 

 

 

Foto de Capa: Divulgação

Jornal do Sudoeste

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