Retinoblastoma: conheça tipo raro de câncer que afeta filha de Tiago Leifert

Especialista da Unime fala sobre a importância de realizar exames periódicos na primeira infância

Por: Juliete Conceição das Neves

Considerado raro, o retinoblastoma é um tumor maligno que atinge as células da retina. A doença pode acometer um olho ou os dois, como é o caso de Lua, filha de Daiana Garbin com o ex- apresentador da Globo, Tiago Leifert.

Recentemente o casal fez um pronunciamento sobre a situação da primogênita, informando que a menina possui o grau “E” da doença, o mais elevado. Entretanto, os dois explicaram que ela enxerga com o olho esquerdo, mas a visão direita está mais gravemente afetada. Até o momento, foram realizadas quatro sessões de quimioterapia.

Roberto Lauande, oftalmologista e professor de Medicina da Unime Lauro de Freitas, alerta que a detecção precoce da enfermidade é fator indispensável para garantir bons resultados no tratamento.

“Assim como parte considerável das enfermidades, a descoberta precoce é requisito básico para a cura. O diagnóstico pode ser realizado pelo neonatologista ainda na maternidade, ou nos exames de rotina pelo oftalmologista nos primeiros anos de vida da criança. Durante a consulta, um dos exames que fazemos é o Teste do Reflexo Vermelho. Observamos o reflexo do fundo do olho através da pupila dilatada, que é normalmente avermelhado. Quando se observa um reflexo esbranquiçado, chamado de leucocoria, há suspeita de retinoblastoma”, explica Roberto.

O especialista também fala sobre outros procedimentos imprescindíveis para a identificar o retinoblastoma. “O acompanhamento médico ajuda bastante a estagnar a evolução da doença; quanto mais cedo a constatação, mais temos recursos para tratar. O teste do olhinho, por exemplo, deve ser realizado logo após o nascimento do bebê e periodicamente até os cinco anos de idade, fase mais propensa para o desenvolvimento deste câncer”, esclarece.

Realizado durante a consulta médica, o conhecido teste do olhinho permite detectar alterações visuais, como a existência de um tumor. O profissional finaliza o diagnóstico com o exame de fundo do olho. “Além do retinoblastoma, este exame pode detectar outras enfermidades, como catarata e glaucoma congênito”, acrescenta Dr. Lauande.

O principal fator de risco para este tumor são alterações genéticas. O portador herda uma mutação que resulta no aparecimento do retinoblastoma. Dentre os principais sintomas estão reflexo branco na pupila, estrabismo, vermelhidão, deformação do globo ocular, baixa visão, conjuntivite, inflamações e dor nos olhos.

Por serem indícios comuns para muitas doenças oculares, o professor da Unime orienta “que o aparecimento destes sinais significa que a doença já pode estar em estágio avançado e as chances de salvar o olho da criança são menores”, conclui.

O tratamento se dá por sessões de quimioterapia e radioterapia. Em alguns casos mais graves, é preciso recorrer à retirada cirúrgica do globo ocular do paciente.

 

 

 

 

Foto de Capa: Reprodução Diário do Nordeste

Jornal do Sudoeste

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