SOS ao povo Yanomami.

SBMFC faz chamado a médicas e médicos de família para engrossar a Frente Nacional do SUS.

Por: Chico Damasco/Acontece.

A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, SBMFC, em consonância com seu Grupo de Trabalho de Saúde Indígena, manifesta solidariedade ao povo Yanomami, vítima de severa desassistência sanitária e do descaso político-social com os povos originários no período 2019-2022.

Frente à gravidade e urgência da situação, a SBMFC anuncia um Chamado Nacional às Médicas e Médicos de Família e Comunidade para que venham a somar seus trabalhos na Força Nacional do SUS: https://bit.ly/3QZGmU8.

A SBMFC torna público igualmente seu irrestrito apoio ao Ministério da Saúde, que decretou emergência pública no Distrito Especial Indígena Yanomani, e às medidas de socorro sanitário e de assistência anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apenas em 2022, 99 crianças, de um a quatro anos, morreram como consequência das mazelas do garimpo ilegal. De acordo com o Ministério dos Povos Indígenas, ao menos 570 foram a óbito nos quatro anos recentes por contaminação por mercúrio, contaminação e fome.

O Distrito Especial Indígena Yanomani, cuja população soma cerca de 30 mil, padece ainda com incontáveis casos de desnutrição e síndrome respiratória. Outro indicador gravíssimo: no ano passado, registrou 11.530 casos de malária, sendo as faixas mais afetadas a de maiores de 50, seguida pelas de 18 a 49, além do grupo de 5 a 11 anos.

Por fim, frisa ser essencial o planejamento de ações de curto, médio e longo prazos, sempre respeitando as especificidades da referida população, para possibilitar que o cuidado integral em saúde ocorra de forma longitudinal e garantindo aspectos fundamentais à adequada intervenção da Medicina de Família e Comunidade inserida em equipes multiprofissionais da Estratégia de Saúde da Família.

Foto de Capa: SBMFC/Divulgação.

Jornal do Sudoeste

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