Terraplanistas: o único tratamento precoce contra o coronavírus é a vacina

Os terraplanistas, representantes do presidente Jair Bolsonaro na CPI da Covid, têm marcado presença com teorias, falácias e documentos de idoneidade duvidosa para contestar a comunidade científica médica, que, em sua maioria universal, defende apenas o uso de vacinas e repele medidas, ditas precoces, como cloroquina e outras idiotices.

Já disse o irreverente dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues que toda unanimidade é burra. Por isso, as divergências existem e devem ser tratadas no plano racional. E no plano racional da área dos infectologistas devem prevalecer as conclusões sólidas da maioria da comunidade médico-científica, que recomenda como único tratamento da Covid a vacina. O uso de máscaras, distanciamento social, evitar aglomeração, higiene das mãos são ações efetivas para se prevenir contra o coronavírus.

Ora, um pequeno grupo de pessoas em relação à população mundial que tenha sido considerada “tratada” com cloroquina e/ou outras drogas, isso não significa eficácia de tratamento precoce, pois o resultado mascara aqueles indivíduos que foram a óbito ou ficaram com graves sequelas por tomarem remédio contraindicado na própria bula.

Os terraplanistas, em quantidade menor, sempre existiram para contestar o que a maioria expressiva da população de cientistas defende e comprova.  Ainda assim, parvajolas que acreditam que a Terra é plana e que a cloroquina cura o coronavírus, apoiados em teorias conspiratórias contra a ciência, contra a razoabilidade, se prestam a disseminar propaganda enganosa de remédios milagrosos, induzindo incautos brasileiros, seguidores do ensandecido presidente Bolsonaro, a se medicarem.

Mas o que nos deixa perplexo é ver a tropa de choque do presidente, na CPI, se prestar de forma quixotesca a defender as suas insanidades diante da realidade de mais de 500 mil mortes, que poderiam ser minimizadas não fosse a estupidez quase hitlerista do presidente da República ao negligenciar a aquisição tempestiva da vacina, além de debochar como gripezinha a Covid-19, como o faz até hoje ao não usar máscaras e proporcionar aglomerações.

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado. Balneário Camboriú-Santa Catarina.
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