Uesb participa da reestruturação do Parque da Matinha em Itapetinga

Por Ascom/ Uesb

 

O Parque ou Zoológico da Matinha, localizado em Itapetinga, cidade onde a Uesb possui campus acadêmico, está em processo de reestruturação de seu espaço físico e, também, das espécies animais e vegetais que compõem o ambiente. Para colaborar nesse processo de nova estruturação, a Secretaria de Meio Ambiente do município convidou professores da Universidade e outras entidades para uma parceria técnica.

Segundo Patrícia Araújo de Abreu Cara, professora do Departamento de Ciências Exatas e Naturais (DCEN), a ação é muito significativa. “Fomentar parcerias para abertura da Matinha é muito importante para gente mostrar à região que a Uesb não se restringe aos quatro muros ou aos ambientes de salas de aula, mas que a gente tem que estender esse conhecimento para a comunidade”, afirma.

Para o secretário de Meio Ambiente da Prefeitura de Itapetinga, Fábio Viana, a expertise dos profissionais da Uesb vai contribuir para transformar o Parque em um espaço comprometido com a conservação e preservação da fauna e da flora e com a possibilidade de ofertar Educação Ambiental para a população. “Entendemos que a gestão municipal deve fortalecer os vínculos com as instituições que atuam na cidade. Não é factível buscar ajuda externa, consultorias e assessorias privadas, quando temos, a menos de 5 km, um campus universitário que desenvolve ações de ensino-pesquisa-extensão completamente alinhadas com os objetivos do Parque Municipal da Matinha”, declara o gestor.

Cooperação – Na prática, professores e estudantes de cursos vão poder realizar atividades que visam melhorias ao parque, desenvolvendo atividades acadêmicas e pedagógicas. Essa cooperação contará com a presença tanto dos cursos de licenciaturas quanto dos bacharelados disponíveis no campus de Itapetinga, a exemplo de Pedagogia e Ciências Biológicas. Conforme a professora, “a parceria com a Universidade se estabelece no sentido de que os cursos possam fomentar esse vínculo através de projetos de pesquisa, de extensão, realização de estágios, trabalhos de monografia e de Iniciação Científica”.

Durante visita técnica às instalações do zoológico, no início do mês de julho, o secretário mostrou aos professores o andamento da reforma que o local vem recebendo. A proposta é que o Parque, fechado há mais de oito anos, possa servir não apenas como um espaço de exibição de animais silvestres. “A ideia é que a Matinha se transforme numa grande sala de aula, num potente laboratório de pesquisa e num espaço rico de extensão universitária, garantindo, com isso, que a Universidade, de fato, cumpra sua função social junto à comunidade”, defende.

Para formalizar a parceria entre a Prefeitura Municipal de Itapetinga e a Uesb, o secretário informa que um documento está sendo criado. “Estamos no momento de sistematização de um Termo de Cooperação Técnica que estabelecerá as atribuições e competências das duas instituições, estruturando as formas de parceria e descrevendo como se dará o processo de cooperação”, explica.

Preservação ambiental – A educação será o principal instrumento de conscientização e preservação ambiental do Parque da Matinha. Agregar conhecimento à gestão do espaço vai proporcionar a retomada de uma área de lazer da cidade e região, alinhada com a conservação de todo um ecossistema.

De acordo com o secretário, a Universidade tem contribuído com pesquisas que demonstram a importância do Parque, seja na garantia de conforto térmico, reduzindo os bolsões de calor no munícipio, seja no combate ao tráfico de animais silvestres ou na conservação da espécie de um peixe encontrado no Rio Catolé. “Ter, dentro do Parque, pesquisadores com expertise é essencial para nos auxiliar a transformar o Parque em um ambiente que proporcione, principalmente, conservação e preservação ambiental”, avalia o secretário.

“É o uso da Matinha enquanto laboratório natural para estudos voltados a Educação Ambiental, conservação de espécies silvestres e conservação genética, inclusive de animais ameaçados de extinção, que precisam ser mantidos ali e que, também, podem ser utilizados para fazer reprodução”, explica Cara.

 

Foto de Capa: Divulgação/ Uesb.

Jornal do Sudoeste

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