Varíola dos macacos: Queiroga diz que rede de diagnóstico da doença será ampliada até o fim de agosto

Atualmente, quatro laboratórios centrais de saúde pública conseguem diagnosticar a enfermidade no país

Por: Felipe Moura/Brasil 61

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que, até o final de agosto, todos os laboratórios centrais de saúde pública (Lacens) do país vão ser capazes de diagnosticar a varíola dos macacos. A informação foi dada em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

Os 26 estados e o Distrito Federal já possuem unidades do Lacen, mas apenas quatro fazem o diagnóstico por enquanto: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e DF. Outras quatro unidades de referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) complementam a rede para detectar a doença.

Segundo o Ministério da Saúde, a única forma de confirmar ou descartar a varíola símia é a testagem. Mas é importante ficar atento aos sintomas da doença, conforme explicou ao Brasil61.com a doutora Natalia Pasternak, bióloga e pesquisadora na Universidade de Columbia.

“Em geral, começa com sintomas muito parecidos com uma gripe forte. Então, febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e aparecem as lesões de pele, que são bem características.”

Emergência internacional
Por conta do avanço da varíola dos macacos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública global, o que significa que os seus países membros devem reportar os casos para a organização como parte de um esforço para conter a doença.

Apesar disso, especialistas e autoridades de saúde têm pregado que a doença não é motivo para pânico. “Vale lembrar que a letalidade dessa doença é baixa, ou seja, a maioria dos casos é simples, de tal sorte que não é algo que se assemelhe à Covid-19, apesar de ser uma emergência de saúde pública global reconhecida pela OMS”, disse o ministro.

Mesmo com o menor risco de contágio, a doutora Natalia Pasternak reforça a importância das campanhas informativas para evitar que a doença se espalhe.

“É muito pouco provável que ela se torne uma pandemia. Não é uma doença altamente contagiosa, como uma virose respiratória, como é o caso da Covid-19 ou da gripe influenza. Os sintomas são mais óbvios, é mais fácil de isolar a pessoa que está infectada, de buscar a rede de contatos. Mas, para evitar que ela realmente se espalhe, precisamos de campanhas informativas.”

A nível interno, o Ministério da Saúde lançou um Plano Nacional de Contingência, documento que traz informações para o controle da doença. Até a última sexta-feira (12), o país tinha 2.584 casos confirmados e um óbito causado pela doença, segundo a pasta.

Foto de capa: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Jornal do Sudoeste

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