Vitória da Democracia

Logo após a vitória da candidata Dilma, saí de casa para ver como estavam algumas ruas e sentir de perto as alegrias e tristezas dos que votaram contra e dos que votaram a favor. Pude perceber no comportamento dos que votaram contra, um clima odioso, pois muitos confiaram o voto sem conhecer o histórico do candidato. Outros votaram influenciados por seus patrões, por pesquisas ou por politiqueiros, que desconhecem a essência da política. Os que votaram a favor estavam convictos de terem feito a coisa certa. Muitos não o fizeram por causa da legenda e sim pela história de muitas lutas contra a ditadura e contra todo tipo de tortura. Outros que votaram a favor, o fizeram também influenciados pelas pesquisas e por outras forças políticas. A vitória da Dilma nas urnas mostrou que o povo está menos preocupado com partidos políticos, haja vista, o que ocorre com a votação de senadores, deputados e vereadores, quando pessoas com pouquíssimos votos acabam eleitos, o que não significa qualidade e representatividade política. Mas também, na maioria dos eleitos com muitos votos, muito se deixa a desejar, comemoram os dividendos financeiros que herdarão à custa dos cofres públicos. Voltando sobre a vitória da Dilma, pude também observar, que o que se discutia era mais ódio contra a legenda PT e menos política, o que, aliás, é privilégio de quem conhece profundamente sobre o assunto, pois já esteve nas ruas e nos movimentos organizados. Como diriam os mais convictos em suas apostas: a esperança venceu o ódio, a história venceu o berço dourado. O que se espera agora é um país com menos corrupção e combate a impunidade, mais segurança pública, mais emprego, saúde com qualidade, mais moradias populares e mais qualidade vida. O que esperar da oposição? Menos ódio, rancores e muito trabalho em favor da nação.

Júlio César Cardoso

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado. Balneário Camboriú-Santa Catarina.
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